Caso Master: PF investiga mais de 400 cartões corporativos que teriam bancado propinas
Segundo a apuração, a PF reforçou a equipe de agentes e peritos encarregados de auditar os cartões
rep. publ. internet A Polícia Federal investiga a distribuição de centenas de cartões de crédito corporativos administrados pelo Banco Master no âmbito da Operação Compliance Zero. A estimativa é de que mais de 400 cartões tenham sido usados para pagamentos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Com informações do jornal O Tempo.
Segundo a apuração, a PF reforçou a equipe de agentes e peritos encarregados de auditar os cartões. O material apreendido ainda passará por análise pericial detalhada, com foco na identificação dos beneficiários, dos limites de gastos e dos estabelecimentos onde as despesas foram feitas.
Parte dos cartões teria prazo de validade e teto de gastos. Outros, segundo fontes próximas à investigação, não apresentariam limitação. Alguns teriam sido emitidos em nome do próprio Vorcaro, e a instituição poderia suspender a validade ou alterar limites mediante ordem expressa.
Investigadores avaliam que o mecanismo pode ter sido usado para corromper agentes públicos, políticos e integrantes de cortes superiores sem movimentação direta de dinheiro em espécie. A apuração trata de suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A força-tarefa também analisa operações de crédito ligadas ao Banco Master. Uma delas envolve um empréstimo de R$ 140 milhões destinado à cunhada do presidente da Câmara, Hugo Motta, segundo o relato publicado.
O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, conduz a investigação. A primeira etapa da apuração deve ser concluída até o fim de junho, segundo O Tempo. A expectativa dos investigadores é identificar novos nomes e consolidar a extensão da rede associada ao Banco Master.



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