FORTE PRESSÃO EM CIRO
Comandos estaduais do PP têm manifestado receio de que o desgaste de Ciro respingue nas costuras eleitorais e coligações
rep. publ. internet/Ciro Nogueira O senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, vive um período de forte pressão interna e desgaste político após ser alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Embora o Congresso evite o isolamento completo devido à força institucional do bloco, as investigações provocaram um racha na oposição e intensificaram cobranças nos bastidores do próprio partido.
Recentemente, teve mandados de busca cumpridos e o celular apreendido pela Polícia Federal. A investigação apura supostos repasses e a defesa de interesses do Banco Master no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Comandos estaduais do PP têm manifestado receio de que o desgaste de Ciro respingue nas costuras eleitorais e coligações. Há movimentos internos pedindo seu afastamento da presidência nacional da sigla.
O caso abalou a aliança com a família Bolsonaro. Após o vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira adotou uma postura de recuo defensivo e afirmou publicamente que Flávio Bolsonaro deve ser investigado, dividindo o bloco de direita.
Diante do escândalo, interlocutores sugeriram que ele abrisse mão da disputa majoritária ao Senado para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, buscando blindagem e menor exposição negativa.
Contraponto e defesa do parlamentar
Ciro Nogueira rebateu as notícias de recuo como "fake news". O senador garantiu que mantém firme sua pré-candidatura à reeleição pelo Piauí.
Classificou a operação policial como uma tentativa política de manchar sua imagem pública. Ele critica a ação com base no que chama de meras trocas de mensagens.
Por controlar o tempo de TV e verbas do fundo eleitoral do PP, lideranças do Centrão agem com cautela para evitar o isolamento formal de seu principal articulador político.



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