Federação PSDB/Cidadania aprova pré-candidatura de Aécio Neves, que não sabe se topa
Lideranças das legendas defendem o nome de Aécio, mas o pré-candidato não tem prazo para tomar uma decisão sobre o "chamamento"
rep. publ. internet/Aécio Neves A federação dos partidos Cidadania e PSDB anunciou nesta terça-feira (26) a aprovação da pré-candidatura presidencial do deputado federal Aécio Neves (PSDB).
O encontro, realizado em Brasília, contou também com a presença do presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), que anunciou seu apoio, embora a federação entre o Solidariedade e o PRD ainda não tenha analisado o assunto, segundo o jornal Valor Econômico.
A pré-candidatura de Aécio foi defendida por diretórios estaduais de PSDB e Cidadania. As lideranças presentes na reunião defenderam a opção como uma forma de ocupar espaço em um hipotético centro do debate político nacional, a velha “terceira via”, apresentada como alternativa aos pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Tucano indeciso
Ainda que tenha tido seu nome aprovado por sua federação, com a promessa de apoio de possíveis aliados, Aécio Neves ainda não decidiu se vai concorrer ao Planalto.
“Acredito que temos uma contribuição muito grande a dar ao país. A partir deste chamamento, liderado pelo companheiro Roberto Freire [presidente do Cidadania], vamos avançar não apenas com partidos políticos, mas também com a sociedade”, disse o parlamentar
O deputado ainda buscou se valorizar, se intitulando como a única opção para o Palácio do Planalto. “Não gosto de chamar de terceira via, porque não vejo nas outras duas uma via que nos leve ao futuro. Portanto, chamo de ‘A via’. Quem sabe possamos construir esse caminho de transformação para o Brasil”, pontuou, segundo o Metrópoles.
Trajetória recente de Aécio
Candidato à Presidência em 2014, Aécio Neves fez uma disputa acirrada com a então presidenta e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Ele obteve 48,36% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Dilma foi reeleita com 51,64%.
Logo depois das eleições, Aécio e o PSDB contestaram o resultado em recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas foram derrotados mais uma vez. A atitude, contudo, inflamou a nascente extrema-direita, que ganhou musculatura a partir dali.
Em 2017, áudios gravados pelo empresário Joesley Batista, o ex-presidenciável tucano foi gravado solicitando o pagamento de R$ 2 milhões. O caso rendeu anos de investigação e, em 2023, Aécio foi absolvido das acusações relacionadas ao episódio em segunda instância.
Apagado, o ex-governador de Minas Gerais se reelegeu como deputado em 2022, com 85.341 votos, 21 mil a menos que em 2018, quando 106.702 eleitores votaram nele. Foi apenas o 34° na lista dos deputados federais eleitos.



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