A HISTÓRICA UNIÃO DO PSDB E PT EM TERESINA DE WALL FERRAZ A CHICO GERARDO
Essa união ficou marcada na história política piauiense por juntar duas siglas que nacionalmente protagonizavam uma forte rivalidade
rep. publ. internet/foto de 1989-LULA E COLLOR A histórica união mencionada refere-se à aliança eleitoral de 1998 entre o PSDB e o PT no Piauí, quando o ex-prefeito de Teresina Chico Gerardo (PSDB) disputou o governo do estado tendo como candidato a vice-governador o petista Antônio José Medeiros (PT).
Essa união ficou marcada na história política piauiense por juntar duas siglas que nacionalmente protagonizavam uma forte rivalidade.
A chapa
Chico Gerardo (PSDB), engenheiro que havia governado Teresina entre 1995 e 1996 após a morte de Wall Ferraz como candidato a governador. Antônio José Medeiros (PT), como candidato a vice, uma das figuras históricas mais importantes do Partido dos Trabalhadores no Piauí.
A chapa caminhou unida no primeiro turno daquela eleição estadual, alcançando cerca de 12% dos votos totais. Embora tenham saído derrotados, o evento consolidou um precedente único de colaboração direta entre tucanos e petistas de alta plumagem no estado.
Reflexos recentes em Teresina
Esse retrospecto histórico voltou a ser amplamente debatido nos bastidores da capital piauiense antes das eleições municipais recentes. Durante as articulações para o pleito de 2024, parte do PSDB (e dissidentes históricos) ensaiou e concretizou apoio à candidatura do petista Fábio Novo (PT). Para justificar o alinhamento local contemporâneo, defensores da parceria resgataram a memória da chapa de 1998 de Chico Gerardo e Antônio José Medeiros para demonstrar que a união entre as duas siglas "não seria um ponto fora da curva" na política do Piauí.

Wall Ferraz votou em Lula
A eleição presidencial de 1989 foi um marco histórico para o Brasil, representando a primeira eleição direta para presidente após 29 anos (a última havia sido em 1960) e consolidando o processo de redemocratização após o regime militar. Amparado pela então recente Constituição de 1988, o pleito foi também o primeiro a ser disputado em dois turnos na história do país.
A disputa reuniu 22 candidatos à presidência, o maior número registrado até hoje. Entre as figuras de destaque estavam Lula(PT), Collor(PRN), Ulysses Guimarães (PMDB), Leonel Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB) e Paulo Maluf (PDS). O apresentador Silvio Santos tentou lançar candidatura de última hora e liderou pesquisas, mas teve o registro barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O país enfrentava um cenário crítico de hiperinflação, recessão e forte desgaste do governo de José Sarney.
Foi a primeira eleição brasileira a utilizar um sistema informatizado para a soma e totalização dos votos enviados pelos estados, embora a apuração das cédulas em papel ainda fosse manual.
Fernando Collor de Mello (PRN) liderou com 28% dos votos válidos (20,6 milhões). A segunda vaga foi disputada voto a voto, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançando 16% (11,6 milhões) e superando Leonel Brizola por uma margem mínima.
No segundo turno da eleição, como Ulisses Guimarães(PMDB) não passou para o turno final, Wall Ferraz recomendou e decidiu apoiar Lula para enfrentar Collor de Mello em Teresina e no Piauí. Foi uma decisão bem sucedida (apesar da derrota de Lula), porque o governo Collor foi um desastre, resultando em impeachment.
O 2º turno foi marcado por debates intensos na TV e forte polarização ideológica. Fernando Collor acabou sendo eleito presidente com 53% dos votos válidos (35 milhões), enquanto Lula obteve 47% (31 milhões).



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