Na reta final, Lula reforça combate à abstenção e investe em pauta positiva

Petista aposta em temas como fim da escala 6x1 e na tarifa zero aos fins de semana, além de tentar reduzir não comparecimento às urnas

Metrópoles
Na reta final, Lula reforça combate à abstenção e investe em pauta positiva Carolina Curi/Agência Senado

Na reta final da disputa presidencial, o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pretende reforçar o apelo para que os eleitores compareçam às urnas no próximo domingo (25/10), data do segundo turno. O petista busca reduzir a abstenção, que, no primeiro turno, atingiu 33 milhões de pessoas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar.

Com novo fôlego nas pesquisas, a campanha também aposta em uma agenda positiva para tentar reverter o resultado do primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, terminou a primeira etapa à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do atual presidente.

Segundo auxiliares, o programa eleitoral de Lula deve abordar a importância do voto ao longo da semana, com o objetivo de estimular o comparecimento às urnas.

Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (14/10) aponta que 43% dos eleitores que não votaram no primeiro turno declaram intenção de votar em Lula.

Campanha aposta em medidas populares

Anunciada na quinta-feira (15/10) por Lula, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a gratuidade do transporte público aos fins de semana, de autoria do Executivo federal, deve ser enviada ao Congresso Nacional na próxima semana. Segundo o senador e coordenador político da campanha de Lula, Camilo Santana (PT-CE), o texto está pronto.

A campanha petista, no entanto, não espera que a proposta seja analisada pelas Casas Legislativas no curto prazo. O texto ainda precisará ser debatido por deputados e senadores, sobretudo em relação aos recursos necessários para custear a iniciativa. Segundo Lula, o financiamento da medida deverá vir de emendas parlamentares.

O presidente também obteve vitórias políticas no Congresso nesta semana que devem ser exploradas pela campanha na tentativa de virar o resultado contra Flávio Bolsonaro: a aprovação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6 x 1 e do projeto de lei complementar (PLP) que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI).

Na quarta-feira (14/10), o Senado Federal aprovou, em dois turnos e por ampla maioria, a PEC que prevê o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. A proposta foi promulgada nessa sexta-feira (16/10), em cerimônia no Congresso com a presença de Lula.
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A mudança na escala de trabalho é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição do petista. A intenção do governo federal era aprovar a medida antes do início da campanha eleitoral, para utilizá-la como um dos principais motes da disputa.




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