FLÁVIO QUER IMPLANTAR IA PARA SUBSTITUIR SERVIDOR E NÃO REALIZAR CONCURSO
A campanha aponta para a reavaliação de funções operacionais e administrativas para enxugar o tamanho e os custos da máquina pública
rep. publ. internet A proposta de substituir gradualmente servidores públicos aposentados por Inteligência Artificial (IA) e reduzir a realização de novos concursos foi defendida por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Substituição gradual
Em entrevistas (como no podcast G4 e no programa Pânico), a economista sugeriu que, à medida que os servidores se aposentarem, as vagas abertas deixem de ser repostas por novos funcionários e sejam substituídas por sistemas automatizados e de IA.
Foco em carreiras administrativas
A campanha aponta para a reavaliação de funções operacionais e administrativas para enxugar o tamanho e os custos da máquina pública (medida que integrantes da campanha chamam de "tesouraço").
Concursos públicos
A proposta prevê restringir ou evitar novos concursos para reposição geral de pessoal, concentrando eventuais concursos apenas em "carreiras típicas de Estado" mediante avaliação de necessidade.
Críticos e entidadesPartidos de oposição (como o PSOL) e confederações de servidores públicos argumentam que a ideia visa o desmonte do serviço público essencial (saúde, educação e atendimento à população) e apontam que a Constituição Federal impõe limites legais à extinção arbitrária de cargos e à prestação de serviços sem o devido respaldo jurídico.
Contraponto político
O tema gerou embate direto com o governo federal (representado por falas da ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), que defende a previsibilidade e a continuidade de seleções como o Concurso Nacional Unificado (CNU) para recompor quadros em déficit.



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