Lula pode vir ao Piauí e dizer aos eleitores que precisa de Fonteles em Brasília

Presidente poderá repetir gesto de 2002, quando foi a Ribeirão Preto pedir à população que liberasse Antonio Palocci para assumir o Ministério da Fazenda

BRASIL 247
Lula pode vir ao Piauí e dizer aos eleitores que precisa de Fonteles em Brasília Ricardo Stuckert/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá viajar ao Piauí para anunciar que precisa do governador reeleito Rafael Fonteles (PT) em Brasília, caso decida convidá-lo para assumir o Ministério da Fazenda em seu quarto mandato. A possibilidade é discutida por aliados do presidente e reproduziria um gesto político realizado por Lula em 2002, durante a formação de seu primeiro governo.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, aliados avaliam que Lula poderia visitar o estado para pedir aos piauienses que liberem Fonteles para uma missão nacional. O governador foi reeleito no primeiro turno, com 71% dos votos, e sua eventual nomeação para a equipe econômica exigiria que deixasse o comando do Piauí.

O precedente ocorreu em 20 de novembro de 2002, quando Lula, recém-eleito presidente, foi a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para dizer à população que precisava do então prefeito Antonio Palocci em seu governo.

Palocci deixou a prefeitura e assumiu o Ministério da Fazenda em janeiro de 2003, tornando-se um dos principais nomes da equipe econômica do primeiro mandato de Lula.

A eventual escolha de Fonteles repetiria a estratégia de buscar uma liderança petista com experiência administrativa e respaldo eleitoral para comandar a política econômica do país.

Matemático de formação, Fonteles ganhou projeção nacional por sua participação na coordenação da campanha de Lula no segundo turno. O Piauí foi o estado que proporcionalmente mais votou no presidente, que recebeu 75,88% dos votos válidos na etapa decisiva da eleição.

Em entrevista recente ao Estado de S. Paulo, Fonteles negou ter discutido cargos com Lula e afirmou que está preparado para assumir seu segundo mandato no governo estadual.

Na mesma entrevista, defendeu que o equilíbrio fiscal seja alcançado por meio do combate a privilégios e desperdícios, sem cortes em programas sociais.

“Isso envolve corte de privilégios e de desperdício e não vai envolver, com o presidente Lula, qualquer prejuízo social, qualquer corte em programas sociais que ele já constituiu e com que se comprometeu novamente na campanha eleitoral”, afirmou.

Até o momento, não há anúncio oficial sobre um eventual convite de Lula a Fonteles para o Ministério da Fazenda.




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