NA AVALIAÇÃO, ENTREVISTA NA GLOBO DESTRÓI CANDIDATURA DE FLÁVIO BOLSONARO
O momento mais tenso envolveu questionamentos sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse
rep. publ. internet Sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo neste 28 de agosto de 2026 teve uma repercussão negativa para a campanha do senador. Analistas apontaram fragilidades em suas respostas. Conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli no Jornal Nacional, a entrevista trouxe à tona temas sensíveis para a campanha do candidato à Presidência.
O momento mais tenso envolveu questionamentos sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse (filme do ex-presidente, pai dele), uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio negou qualquer irregularidade ou contrapartida política em seu mandato. Agências de checagem de fatos, como o Aos Fatos, classificaram algumas declarações correlatas do senador como falsas ou imprecisas.
Recuo sobre Urnas Eletrônicas: O candidato reconheceu ter falado "equivocadamente" no passado sobre a empresa Smartmatic, mudando o tom e afirmando formalmente que respeitará o resultado das urnas eletrônicas em 2026.
"Cola" na Mão: Repetindo o gesto de seu pai em campanhas anteriores, Flávio anotou as palavras "Mudança", "Futuro" e "7/set" na palma da mão esquerda. No entanto, analistas notaram que ele não chegou a abordar diretamente esses temas na entrevista.
Divergência Familiar: Ele repreendeu publicamente seu irmão, Eduardo Bolsonaro, afirmando que ele "errou ao agradecer" pelas tarifas econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Analistas de veículos de comunicação como o UOL e O Globo apontaram que o senador evitou responder diretamente a várias perguntas cruciais e demonstrou um conteúdo "cru e pouco crível" em temas como o Banco Master e o aquecimento global. Ele focou excessivamente em citar o presidente Lula em vez de apresentar propostas.
AS MENTIRAS E AS FALSIDADES
A sabatina do senador gerou grande repercussão e foi alvo de agências de checagem de fatos — como o Aos Fatos, o Estadão Verifica e o Fato ou Fake do G1 —, que apontaram uma série de declarações falsas, contradições mentIrosas ou distorcidas.
Origem da denúncia: Flávio afirmou que o contrato e o pedido de patrocínio privado para o filme sobre seu pai vieram à tona através de matérias do portal G1. É falso.
Conforme apontado pela jornalista Malu Gaspar, as mensagens e os áudios cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro foram revelados originalmente por uma investigação do site The Intercept Brasil.Diálogo inventado: Para se esquivar das acusações envolvendo o ex-banqueiro, Flávio insinuou um suposto diálogo ou relação de proximidade entre o presidente Lula e Vorcaro. Críticos e colunistas apontaram que a narrativa foi fictícia para desviar o foco de suas próprias mensagens vazadas.
Diálogo inventado e mentiroso: Para se esquivar das acusações envolvendo o ex-banqueiro, Flávio Bolsonaro insinuou um suposto diálogo ou relação de proximidade entre o presidente Lula e Vorcaro. Críticos e colunistas apontaram que a narrativa foi fictícia (falsa) para desviar o foco de suas próprias mensagens vazadas.
O candidato afirmou na sabatina que o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, teria declarado voto publicamente em Lula. É falso.
Não há qualquer registro público ou declaração do brigadeiro afirmando ter votado no atual presidente. O militar, na verdade, foi um dos que prestou depoimento à Polícia Federal confirmando planos de teor golpista no fim de 2022.
Flávio Bolsonaro alegou que, com exceção de um equívoco antigo sobre a empresa Smartmatic, ele nunca havia colocado em xeque o processo eleitoral brasileiro. É falso.
Agências de checagem como o Estadão Verifica resgataram posts e entrevistas de 2018 onde ele afirmava expressamente que "é impossível garantir a lisura das urnas sem o voto impresso" e que os eleitores tinham "o direito de desconfiar da urna eletrônica".
O senador declarou ter sido o único brasileiro a negociar o "tarifaço" com os Estados Unidos e negou que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, tivesse solicitado ao governo americano a imposição de sanções ou tarifas contra o Brasil. A plataforma Aos Fatos classificou a informação como falsa e desinformação.



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