O recorde nos feminicídios na gestão de Sergio Moro no Ministério da Justiça
Indicadores revelam que primeiro ano da gestão Moro acumulou recorde em casos de feminicídio
rep. publ. internet/Sérgio Moro Candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro tem entre suas propostas o uso de inteligência artificial para a redução do feminicídio. No entanto, quando esvaziou as gavetas do Ministério da Justiça, em abril de 2020, Moro deixou para trás um incômodo recorde na segurança pública. Sob sua gestão, no ano anterior, o Brasil atingiu o maior patamar de feminicídios da série histórica até então.
Os números do sistema do ministério falam por si. Em 2019, foram 1.331 mulheres assassinadas pela condição de gênero, um salto de 13,2% em relação a 2018. Para se ter uma ideia da escalada, as tentativas de feminicídio no mesmo período dispararam assustadores 78%.
A título de comparação, nos anos seguintes, já na gestão de André Mendonça, o índice foi de 1,1% (2020) e 1,5% (2021), embora o volume absoluto tenha continuado a subir ao longo dos anos, chegando a 1.560 mortes em 2025.
Sob a gestão Moro, hoje candidato ao governo do Paraná, as polícias civis viram os pedidos de medida protetiva saltarem quase 17% em 2019, batendo na casa das 350 mil solicitações.
Procurada, a assessoria de Sergio Moro afirmou que 2019 registrou a maior redução histórica de homicídios no país e que o total de mulheres assassinadas caiu 21,19% no período, passando de 3.313 para 2.611. São, contudo, categorias penais diferentes.
O homicídio comum de mulheres engloba qualquer morte violenta, o que difere do feminicídio, os crimes motivados pela condição de gênero. A queda citada pela assessoria de Moro se refere ao total de mulheres mortas, ao passo que os dados que tiveram recorde revelam a alta específica nos casos de feminicídio.



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