MENDONÇA NÃO COMPROVA QUE PAGOU TERNOS
Com base nas apurações jornalísticas publicadas em setembro de 2026, o caso se desenrola da seguinte forma
André Mendonça em embate com Gilmar Mendes: medo de morrer. (Foto: Luiz Silveira/STF) As investigações apontam que as notas fiscais apresentadas pelo ministro do STF André Mendonça constam como "sem pagamento" nos sistemas da Secretaria da Fazenda de São Paulo.
Com base nas apurações jornalísticas publicadas em setembro de 2026, o caso se desenrola da seguinte forma.
O que foi apresentado
Para rebater a suspeita de que teria ganhado ternos sob medida de presente de lobistas ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro (do Banco Master), Mendonça divulgou duas notas fiscais eletrônicas que somam R$ 26.430 emitidas pela alfaiataria de luxo Vasco Vasconcellos. Uma delas estava em nome de sua esposa.
O problema técnico
Novas checagens nas chaves de acesso desses documentos fiscais revelaram que as notas comprovam apenas o faturamento e a emissão do documento em nome do ministro, mas não registram a efetiva saída de dinheiro ou quitação financeira. Ou seja, juridicamente, nota fiscal de faturamento e comprovante de pagamento (como PIX, transferência ou cartão) são documentos distintos.
A suspeita original
Mensagens obtidas no celular de Vorcaro mostraram o advogado Ciro Soares enviando uma foto com o magistrado dentro da alfaiataria em fevereiro de 2025, afirmando em áudio: "Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno... trabalhando por você". Na mesma época, o banco enfrentava processos de interesse junto ao Banco Central e ao STF.
Embora a situação no sistema da Fazenda não permita cravar de forma definitiva que o ministro não pagou pelas peças, a falta de comprovantes de transação bancária deixa aberta a dúvida que os documentos originais pretendiam sanar. Detalhes adicionais sobre o andamento e as reações no tribunal podem ser acompanhados na cobertura do Brasil 247 e do Diário do Centro do Mundo.



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