TSE SOB SUSPEITA COM NUNES MARQUES E ANDRÉ MENDONÇA - presidente e vice-presidente
O clima tenso gerou bate-bocas públicos e desgaste nos bastidores, resultando inclusive no bloqueio de Gilmar Mendes no WhatsApp por parte de Nunes Marques após discussões
rep. publ. internet O comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrenta forte pressão institucional e questionamentos sobre suspeição envolvendo o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente, André Mendonça. A crise se agravou após intensos embates no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados ao julgamento de um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e desdobramentos do caso Banco Master.
Em 16 de setembro de 2026, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou formalmente a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando o afastamento cautelar de André Mendonça de suas funções no TSE. O parlamentar pede que o ministro seja declarado suspeito por suposta "parcialidade partidária" com foco nas eleições de 2026.
Durante sessão extraordinária no STF, o ministro Gilmar Mendes acusou Mendonça diretamente de conduzir processos com "inequívoco viés político-eleitoral" e de segurar passos de investigações para coincidir com o período eleitoral.
Manifestação de Gilmar Mendes: Em 19 de setembro de 2026, Gilmar Mendes defendeu publicamente que é preciso "proteger o TSE do risco de politização", cobrando uma atuação imparcial e apartidária. Ele sugeriu que partidos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar e "arguir a suspeição nos casos em que ela se configure".
Em 15 de setembro de 2026, o presidente do TSE, Nunes Marques, declarou-se impedido de votar no julgamento que pautava o caso de Alexandre de Moraes. Ele justificou que a análise do caso teria forte impacto na escolha do novo presidente da República e que, por chefiar a Justiça Eleitoral, seria impróprio participar. Críticos e colegas apontaram que a justificativa acabou reforçando o argumento de que as investigações ganharam contorno político.
O clima tenso gerou bate-bocas públicos e desgaste nos bastidores, resultando inclusive no bloqueio de Gilmar Mendes no WhatsApp por parte de Nunes Marques após discussões.
Paralelamente à crise de suspeição, os dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentam resistência interna na condução dos trabalhos. Decisões individuais tomadas por Nunes Marques e Mendonça foram sistematicamente derrubadas pela maioria do plenário do TSE, evidenciando um isolamento político e jurídico da dupla no comando da Corte Eleitoral.



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