Levantamento indica maior impacto na imagem do Supremo e do clã Bolsonaro entre os eleitores entrevistados
O desgaste associado ao escândalo financeiro também atingiu com força o ambiente político
rep. publ. internet O Supremo Tribunal Federal (STF) e o clã Bolsonaro figuram no topo das instituições e agentes políticos que sofreram o maior desgaste de imagem perante a opinião pública após as revelações envolvendo o escândalo do Banco Master. De acordo com o levantamento feito pelo instituto de pesquisa Palver, divulgado nesta segunda-feira (21), quando questionados sobre qual instituição se comprometeu mais gravemente por conta do episódio, 76% dos entrevistados apontaram o STF como o órgão de maior prejuízo em termos de imagem institucional.
O desgaste associado ao escândalo financeiro também atingiu com força o ambiente político. Para 44% dos eleitores ouvidos, o caso afetou de forma expressiva a imagem da família Bolsonaro. Logo na sequência, surge o presidente Lula (PT) e o seu partido, citados por 39% dos entrevistados como alvos do desgaste derivado da crise.
A percepção de desgaste estende-se ainda ao Poder Legislativo e ao sistema financeiro nacional. O Senado Federal aparece como a quarta instituição mais impactada na visão do eleitorado, sendo mencionado por 32% dos participantes da sondagem. Já a Câmara dos Deputados surge na quinta colocação da lista, assinalada por 25% dos entrevistados.
Por sua vez, o Banco Central (BC), órgão encarregado da fiscalização do sistema financeiro, acumula 17% das indicações dos eleitores que veem a autoridade monetária entre as prejudicadas em sua reputação por conta do escândalo.
A sondagem mostrou ainda uma parcela residual que não enxerga impactos institucionais ou que desconhece os fatos: 1% dos eleitores respondeu que nenhuma das instituições listadas sofreu prejuízo de imagem por causa do escândalo do Banco Master, enquanto 4% afirmaram não conhecer o caso ou não souberam responder ao questionamento feito pelos pesquisadores.
A pesquisa Palver foi realizada entre os dias 15 e 20 de setembro, mediante a oitiva de 5 mil eleitores distribuídos por todo o território nacional. A margem de erro máxima do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, contando com um índice de confiança estatística de 95%. Conduzida com recursos próprios da empresa de pesquisa, a amostragem está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00860/2026.



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