Renan Santos diz que Flávio Bolsonaro vai desfrutar o dinheiro roubado na terra do Mickey
Líder do Missão critica fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA e cita investigação envolvendo Willer Tomaz
rep. publ. internet/Renan Santos O dirigente do partido Missão, Renan Santos, criticou a ida de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos e afirmou que o senador deixou o Brasil para escapar de possíveis consequências judiciais. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (27), Santos também acusou o parlamentar de envolvimento em escândalos, questionou sua atuação política e afirmou que ele deveria enfrentar as investigações no país.
Ao comentar a fuga, Renan afirmou que a saída do senador teria sido planejada com a participação de Donald Trump e do presidente argentino Javier Milei. “Flávio Bolsonaro, oficialmente, está a caminho dos Estados Unidos com um plano que foi arquitetado com Donald Trump e com o Milei, pra fugir do Brasil”, declarou.
O dirigente também afirmou que Flávio estaria utilizando um passaporte italiano para entrar nos Estados Unidos. Na sequência, associou a permanência do senador no exterior ao dinheiro que teria sido desviado do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
“Ele tá entrando nos Estados Unidos com seu passaporte italiano, mas eu vou explicar aqui não detalhes disso, porque, na verdade, já era sabido que ele ia usar o dinheiro desviado do filme do pai dele, do Dark Horse, pra viver uma vida boa lá nos Estados Unidos. Eu vou explicar pra vocês a treta por trás”, disse.
Renan acusa Flávio de envolvimento em escândalos
Uma das principais críticas do dirigente foi direcionada à relação entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, que está nos Estados Unidos e é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Renan levantou suspeitas sobre a atuação dos dois e questionou a inocência do parlamentar.
“Flávio roubou com o Willer Tomaz?”, perguntou o dirigente. Em seguida, afirmou que, na avaliação dele, não haveria motivos para considerar o senador inocente diante dos episódios que associou ao seu nome.
“Galera, estamos no final de 2026. Se alguém ainda acha que o Flávio era inocente e que ele não participava de inúmeros escândalos, esse alguém ainda estava perdido”, declarou.
Renan também mencionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e previu que as investigações poderiam resultar em pedidos de prisão contra Flávio e Willer Tomaz. “O inquérito tá na mão do Alexandre de Moraes, o Alexandre de Moraes vai pra cima do Flávio, vai pedir a prisão dele, vai pedir a prisão do Willer”, afirmou.
Na sequência, o dirigente enumerou episódios que atribui ao advogado e o acusou de aparecer em diferentes escândalos. “O Willer é encasquetado, está envolvido no INSS, no escândalo do Master, na casa do Richarlison. Onde tem um escândalo, tem o Willer Tomaz. O cara é uma máquina. E o Flávio é o sócio dele, inclusive nos escândalos, e seria preso no Brasil. Vai escapar disso aqui”, disse.
Dirigente diz que saída do país não é postura de líder
Renan também abordou o debate sobre a legitimidade da saída de Flávio do Brasil diante das investigações e da disputa política. Embora tenha reconhecido a existência de conflitos políticos em torno do STF e dos processos judiciais, afirmou que a decisão de deixar o país não corresponde à postura que espera de uma liderança política.
“E muita gente tá falando: essa é a postura certa ou não? Flávio, veja, é alvo de uma disputa política. Ele roubou, ao mesmo tempo que a briga no STF e as investigações vão todos seguir critérios políticos. O Brasil está uma várzea. Entretanto, esta não é a postura de um líder”, declarou.
Para sustentar seu argumento, Renan relatou ter sido alvo de acusações durante o governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, as denúncias eram falsas e também atingiram integrantes de seu grupo político. O dirigente afirmou que enfrentou o caso na Justiça e conseguiu superar as acusações sem recorrer ao STF naquele momento.
“E eu digo isso porque fui perseguido no governo do pai dele, criaram uma acusação mentirosa contra mim, tentaram prender a mim e a membros do meu grupo político, e a gente venceu na Justiça, sem precisar recorrer, à época, ao STF”, disse.
Na mesma linha, Renan mencionou um episódio envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a quem atribuiu o “fim” de sua campanha à Presidência. Segundo o dirigente, ele decidiu enfrentar a situação, em vez de deixar o país.
“Nós sobrevivemos, à época, a essas acusações. Eu também, quando fui atacado pelo Dias Toffoli, que acabou com a minha campanha, bati de frente, não recuei uma vírgula e não fugi do Brasil”, afirmou.
Renan diz que Flávio deveria enfrentar as consequências
O dirigente desenvolveu a comparação entre sua experiência e a situação do senador ao defender que lideranças políticas precisam assumir as consequências de suas decisões e enfrentar processos judiciais, inclusive quando consideram injustas as acusações.
“Tem um padrão. Fuja se você for fraco. Encare o problema se for homem. E pague pelas consequências, mesmo quando inocente. Não é o caso do Flávio. O Flávio não é inocente. Mas pague pelas consequências”, declarou.
Renan argumentou que a disposição para enfrentar dificuldades faz parte do compromisso de quem pretende liderar um projeto político e promover mudanças no país. “Liderar, querer mudar teu país, é um fardo muito grande. E homens que estão dispostos a puxar cana, mesmo quando injusto, por aquilo em que acreditam são homens que colocam o nome deles na história”, afirmou.
Em seguida, voltou a questionar as motivações políticas de Flávio e fez críticas à sua trajetória. Para Renan, a candidatura presidencial do senador teria servido para ampliar sua visibilidade e proporcionar ganhos financeiros durante o período em que exerceu atividade política.
“Não é o caso de Flávio. O Flávio usou a eleição para aparecer. Tentou ganhar, ganhou muito dinheiro no período em que foi político”, disse.
O dirigente também voltou a acusar o senador de utilizar recursos de origem ilícita para manter seu padrão de vida no exterior. “E agora, vou ser bem sincero, vai gastar o seu dinheiro, que não foi muito suado, foi tirado de outras pessoas, lá com o Mickey, lá na Flórida”, afirmou.
Na avaliação do dirigente, o senador poderia continuar interferindo na política brasileira mesmo vivendo nos Estados Unidos. “Vai ter muita gente achando bonito, vão dizer que ele é um herói no exílio. E, na prática, ele vai continuar manipulando a política do Brasil, direto do país norte-americano. Triste destino pra quem achava que esse cara seria um herói. Esse é o meu recado”, concluiu.



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