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Teresina,25/02/2026

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Turismo nacional fatura R$ 228 bi com aumento de renda das famílias

Maior poder de compra e queda no desemprego impulsionam o setor de viagens no Brasil, que projeta números recordes para 2026

ABC do ABC
Turismo nacional fatura R$ 228 bi com aumento de renda das famílias Divulgação

Thiago Antunes /  Fecomercio/SP

O Turismo nacional registrou um desempenho histórico ao encerrar 2025 com faturamento de R$ 228,1 bilhões. Esse montante representa uma expansão expressiva de 5,8% frente ao ano anterior. O levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) confirma o cenário de forte aquecimento econômico.

O que impulsionou a receita em 2025?

A redução da taxa de desemprego e o aumento da renda dos trabalhadores figuram como os grandes motores desse resultado. Famílias brasileiras conquistaram maior acesso ao crédito financeiro para planejar roteiros e férias prolongadas.

Paralelamente, a economia do País manteve um ritmo de crescimento pouco acima da casa dos 2%. Esse ambiente de negócios favorável estimulou diretamente as viagens corporativas e a realização de eventos empresariais.

Apesar do saldo amplamente positivo, a segunda metade do ano mostrou uma leve desaceleração comercial. A primeira metade de 2025 garantiu um avanço de 7%, enquanto o segundo semestre entregou uma alta de 4,8% para o Turismo nacional.

Aviação e hotelaria lideram o avanço

O transporte aéreo desponta como o grande protagonista em números absolutos durante o último ciclo. O segmento faturou quase R$ 60 bilhões, cravando uma elevação de 9% nas receitas.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam um recorde impressionante nas operações de voo. O País contabilizou 130 milhões de passageiros transportados, marcando um salto veloz de 9,4% sobre os índices de 2024.

O setor de alojamento também garantiu uma fatia generosa da receita, movimentando R$ 28 bilhões com expansão anual de 9,5%. A taxa de ocupação nos hotéis subiu 2,1%, segundo métricas do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb).

A pressão sobre os preços impactou o faturamento hoteleiro de forma incisiva. A diária média mensal ficou 10,5% mais cara, forçando a receita por quarto disponível (RevPAR) a disparar 12,8%.

Desempenho de outros segmentos essenciais

A cadeia produtiva das viagens sentiu a injeção de capital de forma generalizada. Acompanhe os principais destaques financeiros:

  •     Alimentação: Faturou R$ 35,4 bilhões (alta de 5,8%), puxada pelo forte consumo de viajantes e pelo repasse natural da inflação.
  •     Agências e operadoras: Movimentaram R$ 17,1 bilhões, cravando um aumento sustentável de 4,7%.
  •     Transporte rodoviário: Registrou um avanço firme de 4,1% no volume de passagens.
  •     Locação de veículos: Contabilizou um crescimento de 3,5% na demanda por frotas.

Rio Grande do Sul e São Paulo dominam o mercado

O mapa financeiro do setor revela uma retomada surpreendente na região Sul do Brasil. O Estado do Rio Grande do Sul liderou o ritmo de crescimento com um salto de 12,3%, refletindo a reconstrução econômica após as severas enchentes de 2024.

Na sequência dos destinos com maior aceleração de caixa, despontam Amazonas (11,1%), Espírito Santo (9,3%) e Bahia (9,1%). A diversificação de atrativos turísticos ajudou a fortalecer o Turismo nacional de ponta a ponta.

São Paulo, contudo, mantém a sua coroa isolada no volume de arrecadação. O mercado paulista faturou R$ 57,4 bilhões, bateu um novo recorde histórico e concentrou exatos 34% de toda a riqueza gerada pela atividade no País.
Perspectivas e projeções para o Turismo nacional em 2026

O cenário desenhado para o próximo ciclo aponta para a continuidade dessa rota de lucratividade. A expectativa central é que o aquecimento ininterrupto da renda familiar mantenha a alta procura por destinos domésticos.

Analistas projetam uma redução gradual das taxas de juros a partir do mês de março, movimento que barateia o crédito. A medida deve gerar um avanço moderado nos primeiros meses e um salto agressivo no consumo durante o segundo semestre.

“A projeção para 2026 é de que o mercado fature R$ 237 bilhões, o que representa um crescimento estimado de quase 4%.”

Diante dessa conjuntura de inflação sob controle e retomada acelerada dos negócios corporativos, a infraestrutura brasileira precisará acompanhar o nível de exigência dos viajantes. Investir na qualidade primorosa dos serviços continuará sendo o principal desafio para empresas que desejam lucrar alto com o Turismo nacional neste novo ano.




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