Caiado vê sangue na água e parte pra cima de Flávio Bolsonaro
A crítica mais recente ocorreu no X, quando Caiado ironizou a carta de apoio de Bolsonaro que o parlamentar exibiu para sustentar que ele, e não Michelle Bolsonaro, seria o porta-voz do ex-presidente
rep. publ. internet/Ronaldo Caiado Caiado vê Flávio Bolsonaro sangrando e não está tendo dúvidas sobre atacar o momento frágil do Zero Um.
O ex-governador de Goiás elevou o tom contra o senador (PL-RJ) e fez três críticas públicas ao filho de Jair Bolsonaro entre quarta-feira e sábado da semana passada, em meio à disputa por protagonismo no campo da direita.
A crítica mais recente ocorreu no X, quando Caiado ironizou a carta de apoio de Bolsonaro que o parlamentar exibiu para sustentar que ele, e não Michelle Bolsonaro, seria o porta-voz do ex-presidente.
“Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. Porque um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros”, escreveu Caiado.
Na sequência, o governador afirmou que “o eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança” e defendeu que um candidato deve ser “capaz de conduzir o país por conta própria”.
Caiado usou a hipótese de uma crise envolvendo países vizinhos para questionar a autonomia de Flávio: “Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”.
O governador também escreveu que o contraste entre “autonomia e dependência” pode virar eixo do debate presidencial e fechou a crítica com a frase: “Porque, numa eleição presidencial, liderança não se herda, se demonstra”.
Antes da publicação sobre a carta, Caiado já havia atacado Flávio pela posição do senador sobre o tarifaço de Donald Trump e pela resistência de PP e União Brasil a uma aliança com o PL.
Um alto integrante da campanha de Caiado resumiu a estratégia contra o senador: “Ele é o adulto na sala. Será que os eleitores acham que um candidato a presidente da República, precisa de validação de alguém, como fez o Flávio?”



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