“Acabou a candidatura de Flávio Bolsonaro”, diz Jorge Folena
Advogado afirma que queda nas pesquisas confirma crise no bolsonarismo e abre espaço para Lula ampliar vantagem na disputa presidencial
Rep. publ. internet-Flavio A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais confirma uma crise profunda no campo bolsonarista e compromete a viabilidade de sua candidatura à Presidência, segundo o advogado Jorge Folena. Em entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247, nesta quarta-feira (15), ele afirmou que os novos números da Quaest representam uma mudança importante no cenário eleitoral.
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“Acabou a candidatura de Flávio Bolsonaro. Acabou”, declarou Folena ao comentar o levantamento, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% do senador do PL. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 45%, enquanto Flávio registra 37%.
A rejeição ao senador chegou a 57%, o maior índice entre os nomes analisados. Para Folena, o desgaste começou a se intensificar após a divulgação de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, além das divisões internas da família Bolsonaro e da repercussão de manifestações públicas de Michelle Bolsonaro.
“Quando chegou em maio, a bomba, a grande bomba que mudou o rumo de tudo, que foi o áudio do Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Para mim, ali foi o fim”, afirmou.
Segundo o advogado, Flávio cresceu inicialmente porque permaneceu distante de controvérsias e pouco exposto. “Ele foi lançado candidato, ficou quietinho, protegido por todo o sistema. Ele não falava nada. Ele foi subindo, subindo, subindo”, disse.
Folena avaliou que a pesquisa revela não apenas uma dificuldade individual do senador, mas uma crise mais ampla na extrema direita. “Há uma crise profunda no núcleo da extrema direita, do que eu chamo de fascismo brasileiro”, declarou.
Apesar da vantagem de Lula, o advogado defendeu que o campo democrático não trate a eleição como definida. Ele pediu maior mobilização para ampliar a votação do presidente e fortalecer candidaturas progressistas ao Congresso e aos governos estaduais.
“Não é para colocar o sapato alto. Ao contrário, é para que o campo democrático entre com tudo na campanha eleitoral, que praticamente já começou”, afirmou.
Folena também criticou a estratégia de Flávio de divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro. Para ele, a iniciativa buscou recolocar o ex-presidente no centro da campanha.
“Bolsonaro e Flávio Bolsonaro se articularam numa trama para tentar trazer o personagem Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República, representado por seu filho Flávio Bolsonaro”, disse.
O advogado rejeitou ainda o argumento de que Flávio teria lido a carta como advogado do pai. “Ele jamais leu aquela carta na qualidade de advogado. Ele se apresentou como Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e candidato a presidente da República”, declarou.
Folena também criticou a prisão domiciliar concedida a Jair Bolsonaro. “Jair Bolsonaro jamais deveria estar cumprindo uma prisão domiciliar, menos ainda humanitária”, afirmou.
Para ele, eventuais problemas de saúde deveriam ser tratados dentro do sistema penitenciário. O advogado concluiu que a recuperação de Lula nas pesquisas abre espaço para uma vitória mais ampla, mas reforçou que o principal desafio será eleger uma bancada parlamentar capaz de sustentar um eventual novo mandato.



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