Aliados temem que publicitário ligado a Vorcaro se torne novo homem-bomba para a campanha de Flávio Bolsonaro
Investigado pela Polícia Federal, publicitário Thiago Miranda intermediou tratativas de financiamento do filme Dark Horse entre Daniel Vorcaro e o senador
Rep. publ. internet A investigação da Polícia Federal envolvendo o publicitário Thiago Miranda passou a gerar preocupação entre integrantes do núcleo político do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Aliados do parlamentar acompanham os movimentos do empresário após relatos de que ele teria sinalizado que não assumiria sozinho eventuais consequências das investigações.
De acordo com a coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, interlocutores próximos a Flávio Bolsonaro receberam a informação de que Miranda estaria indicando que, caso viesse a ser responsabilizado, envolveria outras autoridades do meio político. Entre aliados do senador, existe o temor de que o recado tenha como destinatário o próprio presidenciável. Apesar da tensão entre os aliados, Flávio Bolsonaro não é investigado nesse procedimento específico da Polícia Federal.
Relação com Daniel Vorcaro
A preocupação decorre da proximidade de Thiago Miranda com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Conforme a reportagem, o publicitário intermediou a negociação que resultou no aporte de R$ 62 milhões de Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). A reportagem aponta, ainda, que Miranda também articulou uma reunião entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, no fim de 2024. O encontro, entretanto, acabou não sendo realizado.
Alvo da Operação Compliance Zero
Thiago Miranda foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em outra investigação relacionada a Daniel Vorcaro.
Segundo os investigadores, o publicitário é apontado como articulador do chamado “Projeto DV”, iniciativa que, de acordo com a Polícia Federal, contratava influenciadores digitais para divulgar conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticos ao Banco Central após a liquidação da instituição financeira.
A apuração integra a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas a contratos, movimentações financeiras e estratégias de comunicação ligadas ao caso.



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