Flávio Bolsonaro engana embaixadores com discurso falso
Flávio Bolsonaro afirmou que a empresa Smartmatic, supostamente envolvida em esquemas na Venezuela segundo um relatório da CIA, estaria ligada às máquinas de votação brasileiras
Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação-Metrópoles A menção a "Flávio Bolsonaro engana embaixadores" refere-se a um evento recente em que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma reunião com diplomatas estrangeiros. Durante o encontro, ele repetiu alegações falsas, já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que as urnas eletrônicas brasileiras teriam sido fornecidas pela empresa venezuelana Smartmatic e estariam sob suspeita de fraude.
Encontro
O evento "Debatendo o Brasil" foi promovido em Brasília pelo site The Brazilian Report e reuniu representantes de mais de 40 países.
As Acusações
Flávio Bolsonaro afirmou que a empresa Smartmatic, supostamente envolvida em esquemas na Venezuela segundo um relatório da CIA, estaria ligada às máquinas de votação brasileiras.
O Contraponto do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prontamente refutou as insinuações, esclarecendo que as urnas eletrônicas são projetadas exclusivamente por servidores da Justiça Eleitoral. A participação da Smartmatic nas eleições brasileiras limitou-se à prestação de serviços de conexão de dados e voz, nunca tendo operado o sistema ou desenvolvido as urnas.
Pedidos
Apesar de alegar que não questionava a integridade do processo eleitoral, o senador solicitou o envio da "maior quantidade possível" de observadores internacionais para acompanhar o pleito.
Paralelo com 2022
A estratégia de levar dúvidas e informações infundadas a embaixadores estrangeiros remete diretamente à reunião promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em julho de 2022, que resultou em sua condenação por abuso de poder político e consequente inelegibilidade pelo TSE.
Repercussão da Campanha
A atitude do parlamentar foi criticada por analistas políticos, que classificaram a insistência em questionar o sistema de votação como um passo arriscado para uma campanha presidencial.



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