Postura de Milei vira munição para adversários eleitorais de Flávio

Visto como trunfo na campanha de Flávio, Milei virou alvo de críticas até mesmo na direita e foi usado para fortalecer discurso da soberania

Metrópoles
Postura de Milei vira munição para adversários eleitorais de Flávio Allison Sales/NurPhoto via Getty Images/Metrópoles

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República, no último sábado (25/7), gerou críticas e passou a ser explorada por adversários do senador. Do PT ao Novo, políticos de diferentes campos ideológicos condenaram a intromissão de um líder estrangeiro na eleição brasileira.

O apoio internacional, apresentado como trunfo da campanha de Flávio, abriu espaço para críticas após Milei usar o palanque para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por causa do discurso, Flávio passou a ser alvo de ataques até mesmo dentro do campo da direita, com os demais candidatos enxergando na participação de Milei mais um capítulo de tentativa de interferência estrangeira no Brasil — o que se soma aos ataques de membros do governo Donald Trump, dos Estados Unidos.

Já pelo lado do governo, o Palácio do Itamaraty convocou os embaixadores brasileiro e argentino para prestar esclarecimentos. Além disso, na noite da última segunda-feira (27/7), a Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB, protocolou notícia de fato na Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo a abertura de investigação sobre a participação de Milei no ato do PL.

Na ação, encaminhada ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, a federação afirma que Milei pode ter interferido de forma indevida no processo eleitoral brasileiro.




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