Agosto Dourado reforça importância do apoio às mães nos primeiros dias de amamentação
Orientação ainda na maternidade pode ajudar a prevenir dificuldades e favorecer a continuidade do aleitamento materno
ASCOM O Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção do aleitamento materno, chama atenção para a importância do suporte às mães, especialmente nos primeiros dias após o parto. Além de fornecer nutrientes essenciais ao bebê, o leite materno contribui para a proteção contra doenças, o desenvolvimento infantil e o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho.
Apesar dos benefícios, muitas mulheres enfrentam dificuldades no início da amamentação. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apenas 48% dos bebês menores de seis meses recebem aleitamento materno exclusivo no mundo, abaixo da meta global de 70% até 2030. Entre os obstáculos estão dificuldades na pega, dor, insegurança e falta de orientação.
Para Laianne Barbosa, enfermeira obstetra da Humana Saúde, um dos principais problemas está no posicionamento inadequado do bebê durante a mamada. Outro desafio é a ansiedade das mães diante do choro do recém-nascido e a percepção de que o leite produzido nos primeiros dias seria insuficiente.
"O principal erro é o posicionamento do bebê em relação à mama. Também é importante ajudar essa mulher a entender que a quantidade de leite disponível naquele momento é suficiente para o bebê e que nem todo choro significa fome", explica.
Além da equipe de saúde, a família também exerce influência importante nesse processo. De acordo com Laianne, comentários baseados em experiências negativas de outras mulheres podem aumentar a insegurança da mãe, enquanto o encorajamento e a busca por informações confiáveis ajudam a fortalecer sua confiança.
"A família entra como um fator de apoio quando acredita nessa amamentação e busca informações confiáveis. Muitas vezes, sem perceber, ela reproduz experiências que não foram positivas. Por isso, o profissional de saúde e a maternidade têm o papel de oferecer informações embasadas cientificamente e deixar essa mulher mais segura", afirma.
Segundo a especialista, a atuação dos profissionais desde as primeiras horas de vida pode ajudar a corrigir a pega e o posicionamento, além de orientar a mãe sobre o comportamento do recém-nascido. Sempre que possível, a primeira mamada deve ocorrer na primeira hora após o nascimento, contribuindo para a adaptação do bebê e para o estímulo à produção de leite.
O leite materno contém anticorpos que ajudam a proteger contra infecções respiratórias, diarreias e outras doenças, reduzindo o risco de internações infantis. Para as mulheres, a amamentação também está associada à redução do risco de hemorragia pós-parto e de câncer de mama e ovário.
"Nem sempre a amamentação acontece de forma fácil nos primeiros dias, e isso não significa que ela não dará certo. O apoio da família e o acompanhamento dos profissionais de saúde são fundamentais para que a mãe se sinta segura e consiga superar as dificuldades iniciais", conclui Laianne.



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