O colapso de Trump: desaprovação do presidente dos EUA bate recorde (61%), diz The Economist
Levantamento aponta que 61% dos estadunidenses rejeitam o governo republicano; guerra com o Irã e gasolina a US$ 4 corroem popularidade e ameaçam base conservadora
O presidente dos EUA, Donald Trump - (SAUL LOEB / AFP) - Fórum Aos 568 dias de seu novo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encara mais um recorde negativo em sua popularidade. De acordo com o rastreador de pesquisas YouGov, divulgado pela revista britânica The Economist, a taxa de aprovação líquida do republicano despencou para -27 pontos, a menor de seu segundo mandato. Atualmente, 61% dos estadunidenses desaprovam sua gestão, enquanto apenas 34% a aprovam.
O derretimento político da popularidade de Donald Trump tem relação com a condução da política externa por parte da Casa Branca. A retomada dos ataques contra o Irã refletiu diretamente na confiança da população no governo e o levantamento aponta que 61% dos eleitores afirmam estar preocupados com a incapacidade do presidente de lidar com crises internacionais.
A aventura bélica cobrou seu preço na economia doméstica. A aprovação de Trump no quesito controle de inflação e preços atingiu a marca de -44. Antes do conflito com o Irã, o galão de gasolina custava menos de US$ 3; hoje, beira os US$ 4, destaca a publicação.
Não por acaso, a inflação é apontada como o problema mais grave do país por 31% dos eleitores, superando com relativa folga pautas como imigração, que é a pauta central para apenas 12% dos republicanos e 2% dos eleitores democratas, ficando atrás de economia e empregos, assistência médica e impostos e gastos governamentais.
Alerta para as eleições de meio de mandato
Os dados demográficos compilados pela The Economist acendem um alerta vermelho para o Partido Republicano. A insatisfação com Trump é generalizada, atingindo até mesmo estados que garantiram sua vitória em 2024.
Embora homens brancos continuem sendo sua principal base de apoio, a rejeição é elevada entre jovens, minorias étnicas e pessoas com ensino superior. E alcança ainda os eleitores com mais de 65 anos, um bloco historicamente fiel ao conservadorismo nos EUA.



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