PL admite derrota se PEC do fim da escala 6×1 chegar ao plenário do Senado

Oposição quer usar o regimento para adiar votação, enquanto Lula amplia pressão pública pela aprovação da proposta

BRASIL 247
PL admite derrota se PEC do fim da escala 6×1 chegar ao plenário do Senado Manifestação em apoio ao fim da escala 6×1/Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A oposição no Senado articula uma estratégia para tentar retardar a votação da PEC que acaba com a escala 6×1, mas integrantes do PL já admitem que a proposta pode ser aprovada caso chegue ao plenário. A avaliação ocorre em meio ao avanço da pauta trabalhista defendida pelo presidente Lula (PT), que intensificou a mobilização pública em favor da medida. As informações são do G1.

Aliados do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, pretendem exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno da Casa para tentar barrar uma votação acelerada.

A principal aposta da oposição será explorar regras regimentais, como o intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição. A intenção é sustentar que temas dessa dimensão exigem debate mais aprofundado e não deveriam ser votados em meio ao ambiente da campanha presidencial.

De acordo com interlocutores de Marinho citados pelo g1, o senador deve defender publicamente a relevância das propostas em discussão, mas argumentar que elas precisam de mais tempo de análise. A movimentação, no entanto, ocorre sob o reconhecimento interno de que a oposição pode ser derrotada se a PEC for levada ao plenário.

No próprio PL, senadores trabalham com a possibilidade de aprovação da proposta. Um dos fatores considerados é o histórico recente da tramitação na Câmara dos Deputados, onde parlamentares da legenda votaram majoritariamente a favor das medidas. Esse quadro reduz o espaço político para uma resistência frontal no Senado.

A PEC do fim da escala 6×1, sem redução salarial, tornou-se uma das principais bandeiras trabalhistas defendidas por Lula. Nos últimos dias, o presidente ampliou a pressão nas redes sociais pela aprovação da proposta e publicou mensagens em sequência sobre o tema.

Em uma das publicações, Lula afirmou, sem citar nomes, que “há pessoas que jogam contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”, mas disse que o governo está empenhado em aprovar a medida. Em outra mensagem, voltou a defender a proposta e afirmou que ela avançará no Congresso.

“Quem trabalha sabe o valor de ter mais tempo para viver, cuidar da saúde, estar com a família, estudar e descansar. Por isso, o fim da escala 6×1, sem redução de salário, é um compromisso que eu vou defender. Já mandei o projeto para o Congresso Nacional e tenho certeza de que ele vai avançar”, escreveu Lula. O presidente também afirmou: “não adianta jogar contra”.

A tramitação no Senado deve ganhar novo impulso com o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça. Aliado do governo, Aziz afirmou que pretende apresentar ainda nesta semana um parecer favorável à proposta.

Segundo o senador, o relatório estará pronto para ser votado na próxima semana tanto na CCJ quanto no plenário do Senado. Caso esse calendário avance, a PEC poderá se consolidar como uma vitória relevante do governo Lula na agenda trabalhista.

Além da proposta que acaba com a escala 6×1, o Palácio do Planalto também trabalha pela aprovação de outras pautas no Congresso. Entre elas estão a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas e o projeto que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil, consideradas estratégicas para a indústria de tecnologia e para a transição energética.




Ouça o áudio da Matéria





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.