Bombeiro do próprio caos: Fachin congela crise da PF e expõe fraqueza

Presidente do STF intervém tardiamente e deixa a autoridade da Corte sob suspeição

por Ricardo Noblat, jornalista / Metropoles
Bombeiro do próprio caos: Fachin congela crise da PF e expõe fraqueza rep. publ. internet/Metrópoles

A decisão tardia de Edson Fachin de congelar a canetada monocrática de André Mendonça na Polícia Federal e a reação de Flávio Dino não apaga a demonstração de fraqueza na presidência do Supremo Tribunal Federal. Ao intervir somente após a cobrança de 11 ex-ministros e o barulho da sociedade civil, o presidente da Corte vestiu a farda de bombeiro quando o edifício institucional já estava sob fogo aberto.

A falta de pulso escancara um tribunal fraturado em polos político-partidários, onde apurações sem fim deixam de lado o devido processo legal para virar moeda de chantagem eleitoral.

Como apontou o jurista Wálter Maierovitch no programa do Noblat, o sistema de freios e contrapesos enferrujou sob a inércia da cúpula da Corte. A justiça que tarda é injustiça qualificada: ao titubear para submeter os abusos ao plenário de forma transparente, o Supremo perde a autoridade de árbitro da Constituição e consente que a toga seja reduzida a palanque a poucos dias do pleito.




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