Imóveis e dinheiro vivo de Flávio Bolsonaro

O total movimentado em espécie passou de R$ 3 milhões. Segundo o MP-RJ, entre 2010 e 2017 ele negociou 19 imóveis

flavioemfatos.com
Imóveis e dinheiro vivo de Flávio Bolsonaro Mansão de Flávio de 12 milhões G1

Com base nas quebras de sigilo do caso da rachadinha, o UOL mostrou que Flávio comprou imóveis com pagamentos parciais em dinheiro vivo e usou dinheiro em espécie para pagar despesas pessoais, funcionários e impostos.

O total movimentado em espécie passou de R$ 3 milhões. Segundo o MP-RJ, entre 2010 e 2017 ele negociou 19 imóveis, que somaram cerca de R$ 9 milhões, com lucro declarado de R$ 3,09 milhões; para os promotores, parte desses ganhos pode ter sido simulada para lavar dinheiro.

O caso mais citado é o de dois apartamentos em Copacabana, comprados no mesmo dia, em novembro de 2012, por R$ 140 mil e R$ 170 mil e revendidos por R$ 573 mil e R$ 550 mil, lucros de 237% e 292%, numa região que valorizou no máximo 11% no período. Usar dinheiro vivo não é crime, mas dificulta o rastreamento da origem dos recursos.

As provas foram anuladas junto com o caso da rachadinha.

Pontos principais


* Segundo o MP, R$ 638 mil em dinheiro vivo foram depositados na negociação dos apartamentos de Copacabana.

* Entre 2007 e 2009, Flávio comprou 12 salas comerciais na Barra da Tijuca por R$ 297 mil, pagos em grande parte em dinheiro vivo, segundo a Folha.

* O MP apontou ao menos R$ 977 mil em despesas de Flávio entre 2010 e 2014 sem origem comprovada, pagas em espécie (impostos, móveis, passagens, plano de saúde e escola).

* Na família: dos 107 imóveis negociados pelo clã Bolsonaro desde 1990, 51 foram pagos, no todo ou em parte, em dinheiro vivo, somando R$ 13,5 milhões (R$ 25,6 milhões corrigidos), segundo o UOL.

* Ficaram sem resposta, segundo a Folha, a origem do dinheiro vivo usado antes de 2014, o conteúdo de um cofre de banco que Flávio dividiu com o irmão Carlos por 12 anos e uma conta com R$ 90 mil em ações que não constava da declaração de bens.

* Flávio chamou de "absolutamente falsos" os números do MP sobre os imóveis e diz que o patrimônio é compatível com sua renda.

* Flávio afirma que a investigação foi arquivada por ser infundada e que a reportagem confunde "moeda corrente" com dinheiro em espécie.

* O UOL diz que os pagamentos em espécie foram confirmados por vendedores e cartórios.

* Em setembro de 2022, a pedido de Flávio, o TJDFT mandou o UOL retirar as reportagens do ar. Dias depois, o ministro André Mendonça, do STF, derrubou a decisão e as reportagens voltaram.




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