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Teresina,04/03/2026

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Agressão de EUA e Israel se intensifica e atinge 24 das 31 províncias do Irã; 787 mortes

Nação persa segue revidando ataques com lançamento de mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos

Brasil de Fato
Agressão de EUA e Israel se intensifica e atinge 24 das 31 províncias do Irã; 787 mortes Crédito: ATTA KENARE / AFP / rep. publ. BdF

O quarto dia de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi marcado por uma intensificação da campanha de guerra, com bombardeios em 24 das 31 províncias iranianas. Pelo menos 787 pessoas foram mortas no país persa, a maioria civis. Dentre estas estão 168 estudantes mortas — e 90 feridas — no ataque contra uma escola primária feminina em Minab, no sul do Irã, no sábado (28).

Milhares de pessoas se reuniram para o funeral das crianças mortas nos ataques de Estados Unidos e Israel. Até o momento, 99 vítimas tiveram a identidade confirmada. Outras 69 estão desaparecidas ou não foram identificadas.

O alto comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos cobrou uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre o ataque contra a escola em Minab. “Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Apelamos para que tornem públicas as conclusões e assegurem responsabilização e reparação às vítimas”, afirmou a porta-voz do alto comissário da ONU, Ravina Shamdasani.

A imprensa israelense também noticiou que o país teria bombardeado o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão composto por 88 aiatolás e responsável por escolher o próximo líder do país. O Irã nega e denuncia ataques contra dois hospitais: um em Teerã, capital do país, e outro em Sarpol-e Zahab, no oeste do Irã. .

Israel também realizou ataques contra o Líbano, iniciando uma campanha por terra no sul do país, contra integrantes do grupo Hezbollah.

O Irã segue resistindo e retaliando os ataques dos EUA e de Israel. A Guarda Revolucionária do Irã revidou com ataques contra 27 bases e instalações militares no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã e Bahrein. Também foram atingidos a cidade de Tel Aviv, em Israel, a embaixada dos Estados Unidos em Dubai e um porto na cidade de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

O Consulado dos Estados Unidos em Dubai foi atingido por drones. A Embaixada dos EUA no Iraque pediu que os cidadãos estadunidenses deixem o país o mais rápido possível.

“A embaixada recomenda que os cidadãos americanos não viajem para o Iraque por nenhum motivo. Os cidadãos americanos que se encontram atualmente no Iraque são fortemente encorajados a partir assim que for seguro fazê-lo e a permanecerem em suas casas até que as condições de partida sejam seguras”, afirmou a embaixada em uma publicação nas redes sociais.

A Guarda Revolucionária do Irã também afirma estar controlando o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo comercializado no mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pode agir para liberar o tráfego de navios na região, em uma publicação na rede Truth Social. “Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia para o mundo”, escreveu.




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