Projeção do FMI coloca Brasil de volta entre as 10 maiores economias do mundo

DCM
Projeção do FMI coloca Brasil de volta entre as 10 maiores economias do mundo rep. publ. internet

O Brasil deve retomar, em 2026, o posto de 10ª maior economia global, segundo a projeção divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no relatório ‘Perspectiva Econômica Mundial’ (WEO), nesta quarta-feira (15).

A previsão de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi revista para 1,9%, um aumento em relação à estimativa anterior de 1,6%, publicada em janeiro. O documento destaca que a recuperação do Brasil será impulsionada, entre outros fatores, pela sua posição como exportador de petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

De acordo com o FMI, “espera-se que a guerra tenha um pequeno efeito líquido positivo em 2026, devido ao fato de o país ser um exportador líquido de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”. Essa previsão é uma das principais razões que colocam o Brasil de volta ao Top 10 global, ao ultrapassar o Canadá, que em 2025 ocupou a 10ª posição.

Embora a previsão de crescimento do PIB para 2026 seja positiva, ela marca uma desaceleração em relação ao desempenho de 2025, quando o Brasil cresceu 2,3%. O governo federal estima que o crescimento em 2024 será de 2,3%, enquanto o Banco Central (BC) projeta um avanço mais modesto de 1,6%, conforme seu Relatório de Política Monetária (RPM).

Em comparação com outras economias emergentes, o crescimento do Brasil ainda é inferior a países como a Índia, que deverá registrar um avanço de 6,5% em 2026, e a China, com 4,4%.

No entanto, a recuperação do Brasil em termos de PIB é vista como um reflexo de seu papel crescente como exportador de petróleo, impulsionado pela alta nos preços do combustível devido à guerra entre os EUA e o Irã. O FMI revisou para baixo as expectativas de crescimento da economia global em 2026, de 3,3% para 3,1%.

PIB em valores correntes. Foto: Metrópoles


O impacto da guerra no Oriente Médio e o aumento nos preços do petróleo são fatores determinantes para essa revisão. No entanto, o Brasil se beneficia diretamente dessa alta, dado seu status como exportador de petróleo.

A valorização do rublo e do dólar em relação ao real também contribui para a recuperação econômica do Brasil, ao aumentar o valor de suas exportações. A maior economia do mundo, de acordo com as projeções do FMI, seguirá sendo a dos Estados Unidos, com um PIB estimado de US$ 32,38 trilhões.

A China, Alemanha, Japão e Reino Unido completam as cinco primeiras posições. Por sua vez, o Brasil ocupa o 10º lugar no ranking de PIB global, com uma previsão de alcançar US$ 2,64 trilhões em 2026. O FMI também revisou suas estimativas para os anos seguintes, indicando que o Brasil superará a Rússia e assumirá a 9ª posição em 2027.

A economia brasileira deverá crescer 2% em 2027, superando a projeção de 1,9% para 2026. O crescimento será impulsionado, em parte, por uma recuperação da demanda global, que ainda deverá enfrentar desafios como a desaceleração econômica e o aumento dos custos de insumos.

Para o longo prazo, o Brasil deverá continuar sua ascensão, ultrapassando a Itália em 2028 para se tornar a 8ª maior economia do mundo. Em 2031, a projeção do FMI aponta que a Índia ultrapassará a Alemanha, alcançando a 3ª posição no ranking global.

Apesar da ascensão no ranking do PIB, o Brasil ainda ocupa posições inferiores quando analisado pelo PIB per capita, um indicador mais preciso para medir o nível de riqueza de um país.

Em 2025, o PIB per capita brasileiro foi projetado em US$ 10.685,69, o que coloca o país atrás de economias menores como a Albânia, mas à frente de outros países com economias emergentes. Países com pequenas populações, como Luxemburgo e Liechtenstein, lideram o ranking de PIB per capita.




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