Lula vence no primeiro e no segundo turnos, aponta nova pesquisa BTG/Nexus de sexta a domingo
Os números revelam que, embora o bolsonarismo ainda mantenha uma base eleitoral robusta, Lula preserva capacidade competitiva nacional
rep. publ. internet/247 A nova pesquisa Nexus/BTG, realizada entre os dias 22 e 24 de maio com 2.045 entrevistas em todo o Brasil, confirma a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2026, tanto nos cenários de primeiro quanto de segundo turno. O levantamento, registrado sob o número BR-04193/2026, mostra Lula à frente de todos os adversários testados e consolidando posição como principal força política do país.
No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, mantendo ampla vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 35%. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (NOVO), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Joaquim Barbosa soma 2%, enquanto Augusto Cury e Cabo Daciolo têm 1% cada.
Em um segundo cenário estimulado, Lula sobe para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro mantém 35%. Renan Santos cresce para 4%, Joaquim Barbosa vai a 3%, enquanto Caiado e Zema permanecem em 5% e 4%, respectivamente.
Os números reforçam a resiliência eleitoral de Lula mesmo após quase quatro anos de governo e em um ambiente político ainda marcado pela polarização entre o campo progressista e a extrema direita bolsonarista.
Lula também lidera na pesquisa espontânea
A vantagem do presidente também aparece de forma clara na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, Lula registra 36% das intenções de voto, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 26%.
Os demais nomes aparecem muito atrás: Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado têm 2% cada. Jair Bolsonaro aparece com 1%, apesar de sua situação judicial delicada. Joaquim Barbosa, Augusto Cury e Cabo Daciolo não pontuaram.
O dado mais relevante da espontânea é justamente o alto grau de consolidação da lembrança eleitoral de Lula. Historicamente, esse indicador mede a força orgânica das candidaturas e o nível de presença do líder político no imaginário popular.
Segundo turno confirma favoritismo do presidente
Nos cenários de segundo turno, Lula também aparece vitorioso contra todos os adversários testados pela pesquisa.
Na disputa contra Flávio Bolsonaro, o presidente marca 47% contra 43% do senador bolsonarista. O resultado configura empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, mas mantém Lula numericamente à frente.
Contra Romeu Zema, a vantagem é mais ampla: 49% a 38%.
Já em um eventual confronto com Ronaldo Caiado, Lula venceria por 46% a 40%.
Os números revelam que, embora o bolsonarismo ainda mantenha uma base eleitoral robusta, Lula preserva capacidade competitiva nacional e segue como o principal polo de agregação do campo democrático e progressista.
Governo recupera força política
O levantamento ocorre em um momento de recuperação da popularidade do governo federal, impulsionada por indicadores econômicos mais favoráveis, crescimento do emprego, ampliação de investimentos públicos e melhora gradual da renda.
Nos bastidores políticos, lideranças governistas avaliam que a consolidação de Lula nas pesquisas decorre também do enfraquecimento relativo da oposição de extrema direita após as sucessivas crises judiciais envolvendo Jair Bolsonaro e aliados.
Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia a fragmentação do campo conservador fora do bolsonarismo. Nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem distantes de Lula e também sem capacidade, até o momento, de ultrapassar Flávio Bolsonaro como principal representante da direita.
Polarização segue dominante
O cenário desenhado pela Nexus/BTG indica que a polarização entre lulismo e bolsonarismo continua estruturando a política brasileira, ainda que com novas figuras tentando ocupar espaço na disputa presidencial.
Mesmo assim, Lula segue liderando de forma consistente em todos os cenários apresentados, preservando vantagem estratégica tanto no voto espontâneo quanto no estimulado e nas simulações de segundo turno.
A pesquisa ouviu 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04193/2026.



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