Bellingham brilha em dia de Haaland sumido

Craque coloca Inglaterra na semi da Copa e despacha algoz do Brasil

ESPN
Bellingham brilha em dia de Haaland sumido Jude Bellingham, da Inglaterra, e Erling Haaland, da Noruega PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP via Getty Images | PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP via Getty Images/ESPN

Ter Erling Haaland e Harry Kane em campo era quase uma garantia de gol para algum deles, possivelmente até dos dois. Mas, nas arquibancadas do Hard Rock Stadium, quem pagou milhares de dólares para ver o confronto dos artilheiros teve que aplaudir outro protagonista.

Decisivo nas oitavas de final contra o México, Jude Bellingham deu novamente o ar da graça e tomou o jogo para si neste sábado (11), em Miami.

Schjelderup colocou a Noruega na frente, mas o camisa 10 e craque do Real Madrid marcou duas vezes, uma delas na prorrogação, para fazer a Inglaterra vencer por 2 a 1, avançar à semifinal da Copa do Mundo e manter outra música nas paradas de sucesso.

Belligol foi o grande destaque de uma tarde de quase nenhum brilho das outras estrelas. Kane pouco conseguiu fazer a não ser chutar uma falta por cima do travessão. Haaland foi tão sumido quanto, com mínimos toques na bola e nenhum espaço como o que teve para decidir a classificação sobre o Brasil, há uma semana. Atuação tão ruim que o fez ser substituído no intervalo da prorrogação.

Assim chegou ao fim o conto de fadas da Noruega, que encerra a melhor campanha de sua história nas quartas de final, superando as oitavas de 1998. Para a Inglaterra, é a quarta semifinal de Copa. Em 1966, o título veio em casa. Mas 1990 e 2018 terminaram em frustração grande. O roteiro final de 2026 ainda é imprevisível.

No momento, é comemorar e esperar. Ou melhor, assistir de camarote à definição de quem será o próximo adversário. Ainda neste sábado, mas às 22h (de Brasília), Argentina e Suíça duelam em Dallas pela última vaga aberta na semifinal. De um lado, os atuais campeões do mundo. Do outro, a última tentativa de uma zebra.

Noruega encurrala, mas Bellingham decide

Tuchel trouxe consigo novidades do intervalo. Sacou Rice e Madueke para apostar em um meio-campo mais ofensivo, com Eze lado a lado com Bellingham, e a entrada de Saka no ataque. Mas, em vez de assistir ao time subir de nível, viu o efeito contrário.

A Noruega, bem mais perigosa e arrumada do que na primeira etapa, ficou a detalhes de marcar. Na verdade, até fez o segundo gol, com Heggem, em rebote de Pickford, mas o lance foi anulado após o VAR revisar empurrão de Haaland em Elliot Anderson, seu futuro colega de City.

Nela, um lance seria fatal para definir a história do jogo. Ele veio ainda no primeiro tempo, a favor da Inglaterra. Morgan Rogers, outro que saiu do banco, arriscou de longe, Nyland deu rebote e Bellingham, com um instinto de centroavante, não desperdiçou. Novamente com dois gols, assim como na fase anterior, ele mandaria o país de volta a uma semifinal.

Haaland, praticamente nulo, sequer voltou para os 15 minutos finais da prorrogação. Os ingleses tiveram até chances para ampliar, mas Spence e Saka pararam em defesas do goleiro. Já não importava mais. A vaga é de quem aproveitou mais as chances. A vaga é de quem tem Bellingham.




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