“Michelle está presa com Bolsonaro”, diz senadora Damares
Crise familiar e muita polêmica
rep. publ. internet/Michelle Bolsonaro A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que Michelle Bolsonaro está “aflita” depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias o direito de visita de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, Jair Bolsonaro.
A decisão saiu nesta segunda-feira (13), após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta atribuída ao ex-presidente. O documento reafirmava apoio do pai ao filho mais velho na disputa pela Presidência da República nas eleições de outubro.
Damares afirmou ter conversado com a ex-primeira-dama após a determinação de Moraes. “Ela está aflita, preocupada e praticamente está presa com ele”, disse a senadora ao relatar a conversa.
A parlamentar também afirmou que Michelle “tem se dedicado e cumprido fielmente as medidas cautelares” impostas a Jair Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária desde decisão anterior do ministro.
Moraes vê possível descumprimento de cautelar
Na decisão, Moraes lembrou que, ao conceder prisão domiciliar temporária a Bolsonaro em 24 de março de 2026, impôs medidas cautelares, incluindo a proibição de uso de redes sociais de forma direta ou por intermédio de terceiros.
O ministro relacionou a divulgação da carta por Flávio à ordem judicial que restringe a comunicação do ex-presidente nas plataformas digitais. A suspensão das visitas do senador vale por 90 dias.
Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste sobre a “possível desobediência à ordem judicial”. O ministro também pediu esclarecimentos sobre a participação do ex-presidente no episódio.
A defesa deverá informar se Jair Bolsonaro tinha “ciência da divulgação da carta nas redes sociais” de Flávio. A manifestação será analisada no inquérito que acompanha o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.



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