Alerta no PL: aliados temem novos materiais após foto de Flávio Bolsonaro com Sicário
Cúpula do partido expressa forte receio de que quebra de sigilo no iCloud de chefe de milícia privada de Vorcaro traga mais desgastes à imagem de senador
rep. publ. internet/247/Flávio e Sicário A recente divulgação de uma fotografia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece ao lado de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, conhecido pela alcunha de “Sicário”, acendeu um sinal de alerta máximo entre a cúpula e as principais lideranças do PL. Nos bastidores políticos, aliados do parlamentar expressam o forte receio de que novos elementos venham a público e evidenciem uma eventual relação de proximidade entre o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) e o homem apontado como chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, conforme relata Igor Gadelha, do Metrópoles.
O principal temor de caciques da legenda reside na suspeita de que a imagem tenha sido estrategicamente divulgada por autoridades investigativas. O objetivo, segundo essa leitura interna, seria criar uma espécie de “armadilha” para fazer com que o senador negasse publicamente o vínculo, sendo desmentido posteriormente com a exposição de novos conteúdos ainda desconhecidos.
A apreensão em torno de desdobramentos negativos ganhou força substancial após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do Caso Master na Corte, anunciar a autorização para que os investigadores da Polícia Federal (PF) tivessem amplo acesso aos dados armazenados na conta do iCloud de Sicário.
Durante uma sessão sobre prisões preventivas ligadas ao caso, Mendonça explicou que, em um primeiro momento, havia determinado apenas que a empresa de tecnologia preservasse as informações na nuvem. Posteriormente, contudo, o magistrado optou por liberar a quebra do sigilo dos dados e justificou a decisão de forma contundente: “Vamos ver o que virá de lá, que deixou a irmã do Sicário (Joana Mourão) passando mal”.
Membros do PL receiam que esse arquivo digital guarde registros comprometedores que citem diretamente Flávio Bolsonaro, ampliando substancialmente o desgaste político e de imagem provocado pela foto inicial.
Apesar do impacto recente junto à opinião pública, a cúpula partidária já monitorava o cenário há mais de um mês, tendo inclusive confrontado o senador à época. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou publicamente que teve acesso prévio à fotografia e buscou minimizar a atualidade do registro, afirmando: “Vi isso faz mais de um mês. Acho que faz muitos anos essa foto”. Com o avanço das investigações da Polícia Federal sobre o material contido na nuvem de Luiz Felipe Mourão, o partido segue em clima de cautela, aguardando os próximos passos do Caso Master no STF.



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