ARMA DE BOLSONARO É ACHADA NO RIO GRANDE SUL - arma na posse de um empresário do setor bélico
Apreensão ocorreu no mesmo dia em que casa de Bolsonaro em Brasília foi alvo de operação da PF
rep. publ. internet A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda calibre 12 da marca Maestro registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, encerrando a lista de armamentos que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado recolher como condição para a manutenção da prisão domiciliar humanitária. O armamento estava no Rio Grande do Sul, em posse de um empresário do setor bélico, e foi entregue à PF após o homem procurar espontaneamente a corporação ao ver a repercussão do caso na imprensa. Horas antes, agentes federais tinham cumprido mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro em Brasília, onde nada foi encontrado.
A espingarda que faltava
A espingarda Maestro Arms Company, calibre 12, era o único item ainda pendente de uma lista de dez armas registradas em nome de Bolsonaro que Moraes havia determinado entregar à Polícia Federal. Segundo a PF, o armamento estava na casa do dono de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul. O empresário havia doado a arma a Bolsonaro, mas nunca conseguiu entregá-la pessoalmente ao ex-presidente. Como o registro já havia sido transferido para o nome de Bolsonaro, o homem não podia transportar o item sem infringir a legislação. Ao ver a repercussão do caso na imprensa, decidiu procurar a delegacia da PF na cidade e entregar o armamento.
Como não havia como regularizar o transporte da espingarda, agentes federais se deslocaram até o endereço para realizar a apreensão. A arma permanece sob custódia da PF do Rio Grande do Sul até segunda ordem. A existência do item já havia sido informada pela própria defesa de Bolsonaro ao STF durante a semana, depois de o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicar que não localizara duas das armas listadas por Moraes em sua decisão.
Busca na casa, nada encontrado
Antes da localização da espingarda no RS, a Polícia Federal cumpriu, na manhã do mesmo dia, mandado de busca e apreensão na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. O mandado, autorizado por Moraes, previa a localização de armas, munições, acessórios e documentos de registro. A operação durou aproximadamente uma hora, com agentes percorrendo quartos e gavetas do imóvel. Nenhum armamento foi encontrado.
O advogado João Henrique Freitas, que representa Bolsonaro, confirmou a operação e declarou nas redes sociais que “é lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação.” A busca foi motivada pelas divergências que Moraes identificou entre o número de armas registradas em nome do ex-presidente e os itens efetivamente entregues. “Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes”, escreveu o ministro na decisão que autorizou a diligência.
O rastro do arsenal
A crise em torno das armas de Bolsonaro teve início quando uma pistola Glock 9 mm registrada em seu nome foi apreendida durante uma blitz no Distrito Federal, em posse de Estácio Leite da Silva Filho, sargento do Exército e integrante da equipe de segurança do ex-presidente. O episódio levou Moraes a determinar, na decisão que prorrogou a prisão domiciliar, a revogação do registro de CAC de Bolsonaro e a apreensão imediata de todo o seu arsenal.
Na segunda-feira (6 de julho), o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao STF ter entregue à PF seis das oito armas que estavam sob sua custódia, afirmando não ter localizado as outras duas. Moraes então determinou que todo o arsenal fosse entregue em até 48 horas. Na terça-feira (7 de julho), a defesa esclareceu que a pistola Glock já estava apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal desde o episódio da blitz, e que a espingarda Maestro permanecia na empresa importadora em Caxias do Sul. Com a apreensão desta quarta, todas as dez armas listadas por Moraes foram recolhidas.
Prisão domiciliar e condições impostas
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março de 2026, ele está sob prisão domiciliar humanitária, regime autorizado por Moraes inicialmente por 90 dias e posteriormente prorrogado. A manutenção dessa condição esteve diretamente atrelada ao cumprimento da ordem de entrega das armas. O ministro foi explícito ao afirmar que “a permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida.”
A revogação do registro de CAC, medida que Bolsonaro havia utilizado para acumular um arsenal expressivo durante seu mandato, foi parte do mesmo pacote de decisões.
A espingarda que faltava
A espingarda Maestro Arms Company, calibre 12, era o único item ainda pendente de uma lista de dez armas registradas em nome de Bolsonaro que Moraes havia determinado entregar à Polícia Federal. Segundo a PF, o armamento estava na casa do dono de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul. O empresário havia doado a arma a Bolsonaro, mas nunca conseguiu entregá-la pessoalmente ao ex-presidente. Como o registro já havia sido transferido para o nome de Bolsonaro, o homem não podia transportar o item sem infringir a legislação. Ao ver a repercussão do caso na imprensa, decidiu procurar a delegacia da PF na cidade e entregar o armamento.
Como não havia como regularizar o transporte da espingarda, agentes federais se deslocaram até o endereço para realizar a apreensão. A arma permanece sob custódia da PF do Rio Grande do Sul até segunda ordem. A existência do item já havia sido informada pela própria defesa de Bolsonaro ao STF durante a semana, depois de o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicar que não localizara duas das armas listadas por Moraes em sua decisão.
Busca na casa, nada encontrado
Antes da localização da espingarda no RS, a Polícia Federal cumpriu, na manhã do mesmo dia, mandado de busca e apreensão na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. O mandado, autorizado por Moraes, previa a localização de armas, munições, acessórios e documentos de registro. A operação durou aproximadamente uma hora, com agentes percorrendo quartos e gavetas do imóvel. Nenhum armamento foi encontrado.
O advogado João Henrique Freitas, que representa Bolsonaro, confirmou a operação e declarou nas redes sociais que “é lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação.” A busca foi motivada pelas divergências que Moraes identificou entre o número de armas registradas em nome do ex-presidente e os itens efetivamente entregues. “Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes”, escreveu o ministro na decisão que autorizou a diligência.
O rastro do arsenal
A crise em torno das armas de Bolsonaro teve início quando uma pistola Glock 9 mm registrada em seu nome foi apreendida durante uma blitz no Distrito Federal, em posse de Estácio Leite da Silva Filho, sargento do Exército e integrante da equipe de segurança do ex-presidente. O episódio levou Moraes a determinar, na decisão que prorrogou a prisão domiciliar, a revogação do registro de CAC de Bolsonaro e a apreensão imediata de todo o seu arsenal.
Na segunda-feira (6 de julho), o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao STF ter entregue à PF seis das oito armas que estavam sob sua custódia, afirmando não ter localizado as outras duas. Moraes então determinou que todo o arsenal fosse entregue em até 48 horas. Na terça-feira (7 de julho), a defesa esclareceu que a pistola Glock já estava apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal desde o episódio da blitz, e que a espingarda Maestro permanecia na empresa importadora em Caxias do Sul. Com a apreensão desta quarta, todas as dez armas listadas por Moraes foram recolhidas.
Prisão domiciliar e condições impostas
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março de 2026, ele está sob prisão domiciliar humanitária, regime autorizado por Moraes inicialmente por 90 dias e posteriormente prorrogado. A manutenção dessa condição esteve diretamente atrelada ao cumprimento da ordem de entrega das armas. O ministro foi explícito ao afirmar que “a permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida.”
A revogação do registro de CAC, medida que Bolsonaro havia utilizado para acumular um arsenal expressivo durante seu mandato, foi parte do mesmo pacote de decisões.



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