Ciclone bomba no Brasil: quais estados serão atingidos por ventos de até 100 km/h
Formação do ciclone começa a partir das 9h desta quinta-feira
ABR Um ciclone bomba ameaça a Região Sul com temporais, granizo, descargas elétricas e rajadas severas entre quinta-feira (6) e sábado (8), enquanto as frentes frias associadas ao fenômeno podem levar ventos intensos a áreas do Sudeste. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais poderão sentir os efeitos do sistema em diferentes intensidades. As informações são da CNN Brasil.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas diante da rápida formação e intensificação do ciclone. O nível de maior preocupação abrange o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, o sul e o oeste do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, onde o aviso foi classificado como de “perigo”, indicando possibilidade de impactos significativos.
Outras áreas da Região Sul, parte de Mato Grosso do Sul e a faixa próxima à divisa entre São Paulo e Paraná receberam aviso de “perigo potencial”. Nessas localidades, também existe a possibilidade de chuva intensa, ventos fortes e outros transtornos relacionados à instabilidade atmosférica.
Sistema ganha força próximo ao litoral gaúcho
A formação do ciclone começa a partir das 9h desta quinta-feira. A tendência é que o sistema ganhe força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul à medida que se deslocar sobre o oceano.
A fase de maior intensidade está prevista para sábado. Até lá, o fenômeno deverá favorecer a organização de áreas de instabilidade e ampliar as condições para tempestades em diferentes pontos do Sul do Brasil.
Embora o centro do ciclone permaneça sobre o oceano, sua circulação terá influência sobre uma área extensa. O sistema deverá impulsionar frentes frias capazes de provocar mudanças no tempo e ventanias mesmo em estados afastados do núcleo da tempestade.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram maior risco
Os impactos mais intensos na Região Sul são esperados entre quinta-feira e sábado. O Inmet prevê temporais, descargas elétricas, queda de granizo e fortes rajadas, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Nesses dois estados, os ventos poderão superar os 60 km/h. A combinação de chuva forte, granizo e ventania aumenta a possibilidade de danos em áreas urbanas e rurais durante a passagem das tempestades.
O sul e o oeste do Paraná também estão incluídos na área de alerta de “perigo”. Outras regiões paranaenses permanecem sob aviso de “perigo potencial”, incluindo a zona próxima à divisa com São Paulo.
Em Mato Grosso do Sul, o maior risco está concentrado na porção sul do estado. Outras áreas também poderão registrar reflexos da instabilidade, embora sob um nível de alerta menos elevado.
Rajadas podem chegar a 110 km/h no Sudeste
A circulação associada ao ciclone também poderá provocar ventos fortes em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O maior risco de ventania no Sudeste está previsto para sexta-feira (7).
As rajadas mais intensas deverão atingir os litorais paulista e fluminense, onde poderão variar entre 90 km/h e 110 km/h. A previsão está relacionada ao avanço das frentes frias impulsionadas pelo ciclone formado sobre o oceano.
Minas Gerais também poderá sentir os efeitos do sistema por meio da mudança no padrão dos ventos e do avanço da frente fria. A intensidade, porém, poderá variar conforme a trajetória e o desenvolvimento do fenômeno.
O que caracteriza um ciclone bomba
O ciclone bomba é tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese. O fenômeno ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica passa por uma intensificação muito rápida.
A expressão “bomba” está relacionada à velocidade com que a pressão atmosférica diminui e o sistema ganha força. Para receber essa classificação, a pressão central precisa cair pelo menos 24 milibares em um intervalo de 24 horas.
Esse processo acontece com maior frequência em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias entram em contato com massas de ar mais quentes. O contraste de temperatura favorece o aprofundamento acelerado da área de baixa pressão.
De acordo com as previsões apresentadas, a pressão central do ciclone deverá cair de 967 hectopascais na sexta-feira para aproximadamente 941 hectopascais no sábado. A redução prevista caracteriza o processo de bombogênese.
Frio avança após a passagem do sistema
Depois da passagem do ciclone e da frente fria, uma massa de ar frio deverá avançar sobre o país e provocar queda nas temperaturas. O resfriamento ficará mais intenso na Região Sul a partir de domingo (9).
Nos dias seguintes, o ar frio deverá alcançar áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. A mudança ocorrerá após o período de tempestades e ventos fortes provocado pela formação do sistema no oceano.
As previsões ainda poderão ser ajustadas conforme o ciclone evoluir e sua trajetória se tornar mais definida. O Inmet e os demais órgãos meteorológicos deverão atualizar os alertas de acordo com a intensidade das tempestades, dos ventos e do avanço da massa de ar frio.



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