Michelle volta a implodir candidatura de Flávio ao falar sobre vice acusado de estupro
Escolha de Alfredo Gaspar ocorre em meio a críticas de adversários e caso levado à Polícia Federal
Michelle Bolsonaro em vídeo na convenção do PL, que oficializou a candidatura do enteado, Flávio/Foto: Beto Barata/PL/Fórum Michelle Bolsonaro (PL-DF) deixou claro que Alfredo Gaspar (PL-AL) não era o perfil que preferia para ocupar a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Questionada nesta terça-feira (11) sobre a escolha feita pelo enteado, a ex-primeira-dama afirmou que gostaria de ver uma mulher no posto. Flávio também havia defendido publicamente essa possibilidade antes de anunciar Gaspar, em 5 de agosto.
“Gostaria que fosse uma mulher”, afirmou Michelle, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ela se apresentou como representante das “mulheres de bem do Brasil”.
Apesar da preferência, Michelle evitou confrontar a decisão. Disse que apoiará o deputado alagoano se ele tiver “olhar especial para as mulheres”, citando ainda mães atípicas e mulheres responsáveis por pessoas com deficiência.
A escolha de Gaspar foi criticada por adversários de Flávio e também ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo o deputado.
Em março, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentaram à Polícia Federal uma notícia-crime que atribui a Gaspar a prática de estupro de vulnerável. Segundo o Poder360, os parlamentares disseram ter recebido documentos sobre o caso, mas não apresentaram provas. Uma notícia-crime é uma comunicação inicial às autoridades e não equivale a denúncia ou condenação.
Gaspar reagiu apresentando queixa-crime no Supremo Tribunal Federal e representações à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal contra Soraya e Lindbergh. Também colocou seu material genético à disposição das autoridades e fez exame de DNA para negar relação de paternidade mencionada no caso.
Até a publicação da reportagem original, Gaspar não havia sido denunciado pela PGR. As queixas relacionadas ao episódio tramitavam no STF sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
Michelle não citou o caso ao explicar por que preferia uma mulher na chapa.



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