NA PRÁTICA, CENTRÃO SE ALINHA À REELEIÇÃO DE LULA
O posicionamento do Centrão transformou o xadrez político para as eleições presidenciais
Nexo Jornal O Centrão está majoritariamente alinhado ao presidente Lula na disputa presidencial de 2026, adotando uma postura de neutralidade formal que, na prática, beneficia a esquerda e isola a oposição. O diagnóstico de lideranças políticas aponta que o bloco vê no atual governo uma forte entrega de resultados e prefere garantir espaço no poder a arriscar o alinhamento com a direita.
A Dinâmica Eleitoral e o Isolamento da Direita
O posicionamento do Centrão transformou o xadrez político para as eleições presidenciais.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou categoricamente que o Centrão não está neutro, mas sim com Lula. Kassab também avaliou como "zero" a chance de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), prevendo um forte desgaste para a oposição assim que a campanha oficial começar.
A decisão das cúpulas nacionais de partidos como União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos de não lançarem candidatos próprios reflete a divisão regional. Um levantamento apontou que, entre os diretórios estaduais dessas siglas, 11 apoiam formalmente Lula, 16 estão com Flávio Bolsonaro e 25 permanecem neutros.
Ao optarem pelo pragmatismo, as siglas do Centrão deixaram de somar forças à chapa de Flávio Bolsonaro. Com isso, Lula assegurou o maior tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, seguido pelo candidato do PL e por Ronaldo Caiado (PSD).
Governabilidade e Fundo Partidário
A aproximação tática também visa a manutenção de recursos e influência no Congresso Nacional. Os partidos do bloco estão entre os maiores beneficiados pelo fundo eleitoral de quase R$ 5 bilhões. O União Brasil garantiu R$ 526 milhões, o PSD R$ 421 milhões, o PP R$ 417 milhões e o Republicanos R$ 348 milhões.
Cientistas políticos apontam que a percepção de que o governo "Lula 3" foi excepcional em entregas e aprovações no Legislativo pavimentou essa aliança pragmática. O foco do Centrão continua sendo a garantia de ministérios e a eleição de grandes bancadas na Câmara e no Senado.



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