MIGUEL DIAS
Ciro Nogueira "passou a perna" nos bolsonaristas do Piauí?
Colhemos o que plantamos, senador
Por Miguel Dias Pinheiro, advogado
A se confirmar as declarações do presidente nacional do PT, Edinho Silva, em entrevista à CNN Brasil, de que o senador Ciro Nogueira "costura" um "acordão" visando a construção de alianças para as eleições de 2026 no Piauí, o fato deverá provocar uma repercussão extremamente negativa contra o parlamentar piauiense, colocando o futuro político dele sob o manto da incerteza.
Tidas como especulações políticas no ensaio denunciado em curtíssimo tempo, agora as conversas para um futuro acerto ganham contornos de concretude, com um possível "acordão" envolvendo PP e União Brasil, em decorrência da já quase certa federação entre os dois partidos.
Ciro Nogueira dizia em um passado bem recente que teria feito um "casamento com Bolsonaro" inquebrantável. E os "seus" acreditaram nele. Nem o "divórcio" seria capaz de dissolvê-lo, disse o senador. Hoje, a história é diferente! Para desespero dos(as) bolsonaristas do Piauí. A se confirmar o acerto entre PT, PP e União Brasil os(as) bolsonaristas estarão a ver navios.
Pelo sim, pelo não, sabe-se - no contexto político - que a expressão "passar a perna" significa enganar, trapacear, ludibriar ou obter vantagem de forma sorrateira e desleal sobre aliados ou o próprio eleitorado. É, para os mais incisivos, um golpe inesperado, sujo.
Sem o condão para ofender a honra do senador (longe disso), é preciso que ele saiba que a "política rasteira" é uma prática de baixo nível, caracterizada por manobra de esperteza com foco em interesses pessoais.
Tanto "passar a perna" como a "política rasteira" são expressões que denotam falta de ética e desnivelamento no debate político.
A "rasteira política", por exemplo, frequentemente ocorre em cenários de alta tensão, como a que envolve a disputa presidencial de 2026, especialmente entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Todos sabem que em se tratando de política tudo pode acontecer. Claro! Porém, ações desleais como "passar a perna" e a "rasteira" podem quebrar as normas de convivência político, sobretudo entre correligionários, aliados, seguidores e eleitores, o "fim da picada", que denota o limite do tolerável, uma situação absurda, frustrante e insuportável.
Finalmente, que Ciro não esqueça da "Lei do Retorno". Um princípio filosófico que sugere que todas as ações, sejam positivas ou negativas, retornam à pessoa que as emitiu. Conhecida vulgarmente como "colher o que planta", funcionando de forma inevitável e trazendo consequências merecidas no tempo certo. É tal história: mais cedo ou mais tarde!





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