FORÇAS ARMADAS DESMORALIZADAS POR BOLSONARO E SEU GOVERNO
O repúdio de parte da sociedade e tensão entre os poderes
Marcos Corrêa/PR A percepção de desmoralização das Forças Armadas brasileiras decorre de intenso envolvimento político, especialmente durante o governo Bolsonaro, resultando em desgaste de imagem, escândalos de corrupção e envolvimento em investigações de tentativa de golpe.
Essa associação gerou desconfiança popular, repúdio de parte da sociedade e tensão entre os poderes.
Principais Fatores de Desgaste
- A participação orgânica e maciça de militares no governo Bolsonaro (2019-2022) é apontada como principal fator de desgaste de reputação;
- Escândalos envolvendo má gestão na área da saúde, o uso de jatinhos para transporte de itens ilícitos e o envolvimento de oficiais em escândalos de corrupção abalaram a imagem de seriedade;
- A associação de militares a uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, investigada por autoridades, gerou forte desgaste;
- A atuação de militares durante a pandemia e a nota de oficiais contestando o Senado causaram "inoportuna" inimizade, segundo o Gazeta do Povo.
A necessidade de "passar o boné" ao governo petista e cortes orçamentos que afetam a operacionalidade, como demonstram uma fragilidade estrutural, segundo o IBRE/FGV.
Apesar do desgaste de imagem e do "estado vegetativo" operacional citado, o Brasil apareceu na 11ª posição mundial no ranking de poder bélico do Global Firepower em 2026, conforme publicado pelo Instagram. Entretanto, a percepção de que a farda se envolveu ideologicamente persiste, afetando a credibilidade da instituição.
Segundo uma pesquisa mais recente, 60% dos entrevistados afirmam não confiar nas Forças Armadas, enquanto 27% dizem confiar. Outros 13% não souberam responder. A diferença entre confiança e desconfiança indica um cenário que vai além da polarização e aponta para uma perda mais estrutural de legitimidade.



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