PSDB virou "partido nanico"
A sigla se viu sem rumo após as derrotas de 2014, 2018 e 2022
rep. publ. internet/Aécio Neves O PSDB, historicamente uma das maiores forças políticas do Brasil, enfrenta uma crise sem precedentes, encolhendo drasticamente e assumindo características de "partido nanico". Com perdas massivas de representantes, como a queda de 8.529 vereadores em 2000 para 2.982 em 2024, a sigla perdeu protagonismo, governos estaduais importantes — incluindo São Paulo após 30 anos — e busca fusões (como com o Podemos) para sobreviver à cláusula de barreira e manter acesso a fundos.
Após perder a hegemonia na centro-direita, o partido elegeu apenas 13 deputados federais em 2022 e não lançou candidatura própria à presidência pela primeira vez em sua história.
A saída de governadores importantes, como Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE) para o PSD, além de prefeitos, enfraqueceu o partido.
Sem rumo
A sigla se viu sem rumo após as derrotas de 2014, 2018 e 2022, falhando em se conectar com o eleitorado e sofrendo com divisões internas.
No Piauí, as divisões internas foram enormes após a morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho, seu maior líder no estado. A crise a tal ponto que o PSDB sequer tem uma sede para abrigar o partido, ainda que em imóvel alugado. Seus maiores líderes do passado se encarregaram de colocar o partido "sem rumo".
Para evitar a irrelevância total e garantir tempo de TV e fundo partidário, o PSDB avançou no processo de fusão com o Podemos, podendo resultar no fim da sigla "PSDB" e do histórico número 45.
A derrota na eleição para o governo de São Paulo em 2022 foi o maior símbolo do derretimento do "ninho tucano".
Principal base
Em São Paulo o partido atravessa um declínio sem precedentes que, para muitos analistas políticos, aponta para uma desintegração prática da sigla em sua principal base histórica.
Em 2024, o PSDB perdeu todos os seus oito vereadores na Câmara Municipal de São Paulo, ficando sem qualquer representante na casa pela primeira vez.
No início de 2026, a bancada tucana encolheu drasticamente. Seis deputados estaduais migraram para o PSD, deixando o partido com apenas 2 parlamentares na Alesp.
Atualmente, o partido busca se reestruturar através de alianças para não desaparecer, consolidando o fim de uma era de polarização entre PSDB e PT.
O "coveiro"
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) é frequentemente apontado por críticos, analistas políticos e até mesmo por alguns setores internos do partido como um dos principais responsáveis pelo enfraquecimento e perda de relevância do PSDB, especialmente após a eleição presidencial de 2014, quando perdeu para Dilma Rousseff.
Comentaristas políticos descrevem Aécio Neves como "coveiro" do PSDB. O tucano tem negado sistematicamente ser culpado pelo enfraquecimento do partido. Ele argumenta ter sido "vítima de uma armação".



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