Derrota de Flávio na eleição e 10 anos de Bolsonaro preso é o temor de Valdemar Costa Neto

A fala expõe o tamanho da tensão dentro do partido num momento em que Flávio Bolsonaro tenta consolidar sua pré-candidatura à Presidência

DCM
Derrota de Flávio na eleição e 10 anos de Bolsonaro preso é o temor de Valdemar Costa Neto rep. publ. internet/Bolsonaro, Valdemar e Michelle

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, aumentou o tom da preocupação com a eleição de 2026 ao afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá continuar preso por mais dez anos caso o partido seja derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto. A declaração foi dada na terça-feira (7), durante um evento de investimentos do Bradesco BBI, em São Paulo, e ocorreu em meio ao avanço do “fogo amigo” dentro da legenda, especialmente após os novos atritos entre Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira nas redes sociais.

Ao comentar a crise interna, Valdemar deixou claro que pretende agir pessoalmente para conter a disputa entre aliados de Jair Bolsonaro. De acordo com informações da Folha, o dirigente elogiou Nikolas, a quem chamou de o “maior fenômeno” do país, e afirmou que viajará aos Estados Unidos para conversar com Eduardo.

“Dia 19 estou indo para Miami para encontrar com o Eduardo. Conversar com cada um, para que a gente não tenha desentendimento. Para que a gente faça com que tudo corra bem. Porque, se nós não ganharmos eleição, o Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, disse o dirigente.

A fala expõe o tamanho da tensão dentro do partido num momento em que Flávio Bolsonaro tenta consolidar sua pré-candidatura à Presidência. Para Valdemar, a derrota de 2022 passou por erros de estratégia e pela “teimosia” do próprio Bolsonaro, especialmente na escolha do general Walter Braga Netto para a vice e na condução política durante a pandemia.

No evento da última terça, o presidente do PL também criticou o peso dos militares no início do governo anterior. “O Bolsonaro tinha muitos militares no começo do governo e isso atrapalhou a vida dele”.

Pensando em 2026, Valdemar defendeu uma composição diferente para a chapa de Flávio Bolsonaro e indicou preferência por uma mulher na vice-presidência. “Eu sou a favor de ter uma mulher como vice. As mulheres têm crescido muito no Brasil e são muito melhores do que os homens em todos os aspectos”, disse.

No mesmo movimento, o dirigente admitiu que pretende buscar alianças até com antigos adversários para enfrentar o PT no Nordeste, região que classificou como o “desastre” do partido em 2022.

O principal alvo é o Ceará, onde vê em Ciro Gomes uma peça central. “Só tem um cidadão que pode ganhar do PT no Ceará: é o senhor Ciro Gomes”. Em seguida, explicou que já retirou processos judiciais contra o pedetista para facilitar a aproximação. “Temos que abrir mão disso, deixar para lá esses desentendimentos”.

Em Minas Gerais, Valdemar voltou a apostar no peso eleitoral de Nikolas Ferreira e disse que o PL já começou a barrar adesões motivadas apenas pela força do deputado nas urnas. “Tivemos que falar não para oito deputados de mandato. Porque todo mundo quer vir para o partido, a votação do Nikolas vai ser muito alta”.

A fala resume o momento do partido: enquanto tenta montar alianças mais amplas para 2026, o PL ainda precisa resolver suas próprias disputas internas para não transformar a guerra doméstica em obstáculo eleitoral.




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