Advogado: "Salário Hora" é "Escravidão Disfarçada"

Não é possível que essa gente o queira para o Brasil!


Advogado:

O advogado do Piauí Miguel Dias Pinheiro, atento analista social e humanitário, em artigo publicado na imprensa, diz que a defesa do "salário hora" no Brasil é uma espécie de "escravidão disfarçada" à moda dos Estados Unidos, um dos países em que mais se pratica a "escravidão salarial". Vamos ao artigo publicado pelo advogado:

A discussão de que o "salário hora é escravidão" deve ser analisada sob três ponto distintos: 1. o conceito socioeconômico de "escravidão salarial"; 2. a definição jurídica de trabalho escravo; 3. e no contexto recente de declarações polêmicas no Brasil.

Miguel Dias Pinheiro diz que está acompanhando o debate e vendo o cinismo de determinadas pessoas (sobretudo alguns advogados) para comparar o trabalho nos Estados Unidos com o trabalho no Brasil. "Não sabem que no universo americano a "escravidão salarial" (ou wage slavery, termo em inglês) assemelha-se à escravidão tradicional como ocorreu no Brasil do passado", diz o advogado.

Ele pergunta o por que disso. E diz que, parte-se do princípio humanitário de que o trabalhador não é propriedade de ninguém. Na verdade, segundo Miguel Dias, o "salário hora" trabalhado é uma forma de coagir o(a) empregado(a) pela necessidade de evitar a fome e a pobreza, sendo forçado a aceitar condições precárias ou jornadas exaustivas.

Os Estados Unidos são um dos países que mais pratica a "escravidão salarial". No território americano, embora os trabalhadores sejam tecnicamente livres, a dependência total de um salário para a sobrevivência básica cria uma forma de coerção semelhante à escravidão, onde a ameaça de passar fome ou ficar desabrigado substitui a força física.

Analistas econômicos apontam que milhões de americanos vivem no limite da pobreza, com cerca de 40% da população enfrentando insegurança financeira e dificuldade de mobilidade social (o lazer, o ambiente familiar para cuidar dos filhos(as), etc.).

Para essa gente cretina no Brasil, argumenta Miguel Dias, setores como o de serviços e restaurantes costumam pagar o salário mínimo federal nos Estados Unidos (atualmente 7 dólares por hora) ou menos, dependendo fortemente de gorjetas.

Críticos avaliam que o modelo americano (que os cafajestes tentam defender para o Brasil) denota um trabalho exaustivo à toda prova, como, por exemplo, a escala "996" americana (72 horas semanais) adotada por algumas startups e apelidada nos Estados Unidos de "escravidão moderna". Se você dividir 72 horas por 6 dias de trabalho, teremos uma escala de 12 horas/dia de trabalho a cada semana. É uma das maiores "escravidões salariais" do mundo.

O trabalho assalariado - como é no Brasil - é aquele em que você recebe por sua mão-de-obra, pelo seu esforço pessoal. Ai você tem uma jornada de trabalho. Já a "escravidão salarial" - como é no Estados Unidos - é aquela em que a pessoa é obrigada a servir o(a) empregador(a) para poder receber trabalhando o quanto o físico da pessoa suportar.

Portanto, finaliza o advogado, o "salário hora" americano não se adéqua ao Brasil. Lá eles priorizam o capital. Aqui nós priorizamos o social. O termo "trabalho escravo americano" pode referir-se tanto ao sistema histórico de escravidão nas Américas quanto à persistência de práticas análogas à escravidão nos Estados Unidos hoje.

Na conclusão, o advogado Miguel Dias Pinheiro arremata: "Estima-se que existam cerca de 1,1 milhão de pessoas vivendo em condições de "escravidão salarial moderna" nos Estados Unidos de hoje. Não é possível que essa gente o queira para o Brasil!"




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