Operação Carbono Oculto 86 volta com potencial para desgastar direita do Piauí nas eleições
A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro, fraude fiscal e adulteração de combustíveis
rep. publ. internet/senador Ciro Nogueira(PP-PI) A Operação Carbono Oculto 86 voltou ao foco das atenções no Piauí com desdobramentos que geram preocupação política, especialmente pela ligação de investigados com aliados do senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro, fraude fiscal e adulteração de combustíveis, com indícios de atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O desembargador José Vidal de Freitas Filho, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), determinou a retomada das investigações, revertendo uma decisão de primeira instância que havia trancado (arquivado) o inquérito em 2 de abril.
Envolvimento
As investigações atingem empresários como Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, ligados à rede de postos HD, que seriam próximos a aliados de Ciro Nogueira. A denúncia aponta mensagens que mencionariam diretamente do senador.
A operação, referida como "86" pelo DDD do Piauí, apura um esquema que movimentou cerca de R$ 5 bilhões. Foram denunciadas 12 pessoas por fraudes em postos de combustíveis, com extensão não só no Piauí, mas também em outros estados.
Mais de 40 postos de combustíveis foram alvo, com interdições em várias cidades, incluindo Teresina, Altos e Picos, além da apreensão de bens de luxo, como um Porsche e aviões.
A continuidade da operação preocupa a direita do Piauí devido ao potencial desgaste político causado pela associação criminosa de aliados a um esquema de lavagem de dinheiro com facções criminosas.



COMENTÁRIOS