RENDA BATE RECORDE NO GOVERNO LULA

Apesar de o dado ter ficado levemente acima do esperado pelo mercado, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em março ainda é a menor para o período desde o início da série da Pnad Contínua/Mensal

Correio Braziliense
RENDA BATE RECORDE NO GOVERNO LULA rep. publ. internet

A taxa de desemprego voltou a subir no país e encerrou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%, acima dos 5,8% registrados nos três meses imediatamente anteriores, mas abaixo dos 7% no mesmo período de 2025, conforme dados divulgados, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de o dado ter ficado levemente acima do esperado pelo mercado, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em março ainda é a menor para o período desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua/Mensal), em 2012, dando sinais de que o mercado de trabalho segue aquecido mesmo com os juros elevados, de acordo com analistas.

Não à toa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.722, o maior patamar da série histórica com expansão nas duas comparações, conforme os dados da pesquisa do órgão ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO): de 1,6%, em relação ao trimestre anterior, e de 5,5%, na comparação como mesmo trimestre de 2025.

A massa de rendimento real habitual totalizou R$ 374,8 bilhões e também foi novo recorde histórico, com estabilidade, no trimestre, e alta de 7,1% (mais R$ 24,8 bilhões), no ano.

A população desocupada somou 6,6 milhões, apresentando aumento de 19,6% (ou mais 1,1 milhão de pessoas) no trimestre na comparação com o trimestre anterior, mas recuou 13% (menos 987 mil pessoas) na comparação anual. Enquanto isso, a população ocupada somou 102 milhões e recuou 1% (ou 1 milhão de pessoas), no trimestre, mas cresceu 1,5% (mais 1,5 milhão), no ano, de acordo com os dados do IBGE.

Na avaliação do economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, os dados do IBGE mostram que o mercado de trabalho permanece aquecido e o crescimento real dos salários segue acelerando novamente. Logo, em geral, "as condições monetárias restritivas ainda não geraram um ponto de inflexão visível no mercado de trabalho".

"A criação de empregos fortaleceu-se em março. A taxa de desemprego ficou em 6,1% em março, 'em linha com o consenso'. Ajustada sazonalmente, a taxa de desemprego subiu 10 pontos-base, para 5,6%, ainda baixa, próxima de mínimas históricas e abaixo da faixa de estimativas da Nairu (taxa de desemprego que não acelera a inflação)", destacou Ramos, em relatório aos clientes.

De acordo com Claudia Moreno, economista do C6 Bank, a taxa de desemprego de março ficou ligeiramente acima da projeção dela, de 6%. "Na nossa série com ajuste sazonal, que elimina os eventos pontuais do calendário e ajuda a enxergar melhor a tendência do indicador, o desemprego passou de 5,6% para 5,7%, o que significa que a desocupação do país segue em patamar historicamente baixo. São números que, somados a outros indicadores, como a criação de vagas formais, reforçam que o mercado de trabalho segue aquecido no Brasil", avaliou.




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