ALIADOS QUEREM ABANDONAR FLÁVIO BOLSONARO - receio de isolamento da candidatura perante partidos
Aliados mais próximos relatam um ambiente de forte irritação e insegurança
rep. publ. internet/Globo A crise envolvendo os áudios vazados entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, instalou um clima de instabilidade e desconfiança entre os seus aliados políticos, mas não há abandono oficial ou recuo da pré-candidatura presidencial.
Aliados mais próximos relatam um ambiente de forte irritação e insegurança. O deputado federal Ricardo Salles chegou a sugerir internamente a substituição de Flávio por Michelle Bolsonaro na chapa caso a crise tire a tração eleitoral do senador.
O governador de Minas Gerais criticou abertamente os áudios gravados, classificando o episódio como um "tapa na cara". Em resposta direta, aliados de Flávio declararam uma ruptura política "irreversível" com Zema.
Consultores e articuladores da campanha instruíram o senador a abandonar imediatamente o recém-lançado slogan provisório "O pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula". O objetivo é evitar contradições e conter o desgaste midiático do caso.
O ex-presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o filho e deu apoio integral para manter a pré-candidatura em vigor. A ordem interna repassada foi de "ir para cima" e sustentar a defesa técnica e pública das negociações de patrocínio privado para o filme biográfico.
O avanço de investigações da Polícia Federal sobre figuras do mesmo núcleo partidário, como o senador Ciro Nogueira, gerou receio de isolamento da chapa presidencial perante partidos de centro-direita como o PP e União Brasil.



COMENTÁRIOS