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Datafolha comprova o mais estúpido e insistente dos erros da família Bolsonaro

Levantamento divulgado neste sábado (20) confirma o que outros institutos já mostraram: Lula bem à frente no 2º turno. Mas há um dado interessantíssimo que mostra a insistência pouco inteligente do clã extremista

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Datafolha comprova o mais estúpido e insistente dos erros da família Bolsonaro rep. publ. internet

Levantamento divulgado neste sábado (20) confirma o que outros institutos já mostraram: Lula bem à frente no 2º turno. Mas há um dado interessantíssimo que mostra a insistência pouco inteligente do clã extremista

O levantamento joga um balde de água fria na obsessão internacional dos extremistas: para a esmagadora maioria dos brasileiros, exatos 65%, o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, a qualquer candidato no Brasil é totalmente indiferente. Para piorar o cenário do clã, 15% dos entrevistados ainda afirmaram que a vontade de votar em um político apoiado pelo magnata norte-americano na verdade diminuiria. No sentido oposto, apenas 17% disseram que o endosso do líder da Casa Branca aumentaria o interesse pelo candidato. Outros 3% não souberam responder.

A matemática é implacável e expõe a falta de inteligência estratégica da extrema direita bolsonarista: para 80% do eleitorado nacional, o que Trump dita ou deixa de ditar é irrelevante ou motivo de repulsa. Apenas uma bolha minguante de 17% se orienta pelos comandos do “laranjão” do Norte.

Ao insistir em uma submissão cega a Washington, o clã Bolsonaro não está demonstrando força; está assinando o atestado de óbito político da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Fetiche por Washington e o desastre nas pesquisas

Esse alinhamento automático não é novidade, mas o grau de descolamento da realidade impressiona. Os Bolsonaro tratam as redes sociais como se o brasileiro comum acordasse pensando na geopolítica norte-americana, publicando fotos e salamaleques na Casa Branca como se isso fosse um salvo-conduto eleitoral. Ignoram o óbvio: Trump é uma figura profundamente impopular e rejeitada tanto no Brasil quanto na maior parte do planeta.

O histórico recente mostra que esse tiro sempre sai pela culatra. Até mesmo durante o mandato de Jair Bolsonaro, o fetiche de se colar à imagem de Trump servia apenas para derreter a aprovação do governo internamente. Agora, o roteiro de subordinação se repete com o filho 01.

Toda vez que Flávio Bolsonaro enfrenta turbulências e corre para os EUA em busca de socorro, ou de uma foto com o padrinho extremista, o resultado nas pesquisas é o mesmo: queda livre. Foi exatamente o que aconteceu após o seu pior momento na campanha até aqui, o escândalo do Master. Em vez de recalcular a rota e falar com o povo brasileiro, Flávio pegou o primeiro voo para Washington para mendigar o apoio de Trump.

O troco do eleitorado veio a jato. Enquanto Flávio desidrata nas intenções de voto e se isola em um radicalismo sem apelo popular, o presidente Lula consolida sua liderança no segundo turno, recupera popularidade e cresce ao capitanear uma narrativa forte de defesa da soberania nacional, conversando diretamente com o que o brasileiro de fato valoriza.

Dados da pesquisa

O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, cobrindo 139 municípios entre os dias 17 e 18 de junho. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09956/2026.




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