
Desde que foi presa na última terça-feira (29), a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) está custodiada no presídio feminino Germana Stefanini, parte do complexo penitenciário de Rebibbia, localizado na zona nordeste de Roma, na Itália. O local é um dos três presídios exclusivos para mulheres no país e figura entre os maiores da Europa.
Segundo dados do Departamento de Administração Penitenciária italiano, a penitenciária abrigava, no fim de junho, 369 mulheres — quase cem a mais que sua capacidade total. O dado reflete uma crise carcerária que a Itália enfrenta nos últimos anos, com a terceira pior taxa de superlotação da União Europeia.
O presídio abriga detentas de segurança média e máxima e possui uma ala dedicada a mulheres que vivem com filhos pequenos. Segundo as autoridades locais, 30,8% das internas são estrangeiras.
A maior ala da unidade, chamada de Camerotti, tem três andares e recebe mulheres recém-chegadas, detentas de segurança média e aquelas que aguardam julgamento. Cada andar dispõe de 12 celas com dois beliches e banheiro, além de chuveiros compartilhados por andar.
De acordo com o advogado Alexandro Maria Tirelli, que representa a parlamentar, Zambelli está em uma cela comum, já que o sistema prisional italiano não prevê um setor específico para presas em processo de extradição.
Na próxima sexta-feira (1º), Zambelli será interrogada pela Justiça italiana. O tribunal irá decidir se ela continuará presa, se poderá cumprir prisão domiciliar ou se aguardará em liberdade o desfecho do processo de extradição solicitado pelo Brasil.