MIGUEL DIAS
Visita de assessor de Trump a Bolsonaro é golpe
Visita gerou intensas reações políticas e interpretações distintas
Darren Beattie e Jair BolsonaroPor Miguel Dias Pinheiro, advogado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em 10 de março de 2026 a visita de Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na penitenciária "Papudinha", em Brasília.
Embora não exista uma confirmação oficial de um "plano para golpe", a visita gerou intensas reações políticas e interpretações distintas.
Integrantes do governo Lula e do PT manifestaram preocupação de que a visita represente uma interferência direta dos Estados Unidos na política interna e nas eleições brasileiras de 2026.
Analistas políticos indicam que o encontro serve para fortalecer a narrativa da oposição e pressionar o governo atual por meio de atividade política coordenada com aliados no exterior.
Beattie, que é crítico de Moraes, viajou ao Brasil com o objetivo declarado de discutir o sistema eleitoral brasileiro e decisões judiciais recentes, como o bloqueio de contas em redes sociais.
Esse assessor já acusou o ministro de conduzir um sistema de “censura” e depromover “perseguição política” contra Bolsonaro. É, a meu ver, uma tentativa de "bolar" um novo golpe, agora com a ingerência do governo americano.
Após a visita, o assessor sairá do Brasil criticando a condenação e prisão de Bolsonaro para justificar, em um futuro bem próximo, investida da extrema-direita internacional, induvidosamente, com consequências político-eleitorais no Brasil imprevisíveis.
Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
A visita está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de março de 2026, com a presença de um intérprete, conforme autorizado pelo STF.



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