Indícios de fraude: INSS detecta novo consignado irregular ligado ao Banco Master

A análise conduzida pelo INSS identificou que contratos do M Fácil não permitem verificar se a assinatura eletrônica do beneficiário é válida

DCM
Indícios de fraude: INSS detecta novo consignado irregular ligado ao Banco Master rep. publ. internet

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) identificou um novo produto de crédito consignado ligado ao Banco Master que estaria sendo oferecido de forma irregular. Segundo o órgão, há indícios de fraude em contratos do chamado M Fácil Consignado, incluindo duplicação de nomes, ausência de assinatura e falta de transparência sobre juros cobrados. Com informações da Folha.

De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, o M Fácil tem funcionamento semelhante ao Credcesta, modalidade criada em 2018 por Augusto Lima e posteriormente levada ao Banco Master, onde Lima se tornou sócio de Daniel Vorcaro. Inicialmente ofertado a servidores públicos, o produto foi posteriormente direcionado também a aposentados e pensionistas.

A análise conduzida pelo INSS identificou que contratos do M Fácil não permitem verificar se a assinatura eletrônica do beneficiário é válida. Também foram encontrados documentos sem informações claras sobre taxas de juros ou valores das parcelas, o que levou o órgão a iniciar uma investigação para avaliar a extensão das operações.

A apuração foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e comunicada a outros órgãos de controle. Segundo o INSS, os casos podem ser encaminhados à esfera criminal diante dos indícios de fraude detectados nos contratos.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o Banco Master sempre atuou em conformidade com as normas aplicáveis ao crédito consignado. “O banco sempre atuou em estrita observância às normas e aos procedimentos estabelecidos pelo INSS para a concessão de crédito consignado”, declarou a defesa.

O Banco Central, responsável pelo processo de liquidação do Banco Master decretado em novembro, não respondeu aos questionamentos sobre o caso. O acordo de cooperação que permitia ao banco operar consignados do INSS deixou de ser renovado após o surgimento de suspeitas envolvendo operações de crédito.




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