Trump ameaça atacar Irã “20 vezes mais forte” se Ormuz for bloqueado
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – Reprodução/DCM O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (9) que o país poderá atacar o Irã “vinte vezes mais forte” caso haja interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada na rede social Truth Social, em meio à escalada de tensão na região do Golfo Pérsico.
Segundo autoridades iranianas, o Estreito de Ormuz estaria fechado desde a semana passada e embarcações que cruzarem a área poderiam ser alvo de ataques. O governo dos Estados Unidos nega que a rota esteja bloqueada. Mesmo assim, dados do setor marítimo indicam redução no número de navios que transitam pela passagem nos últimos dias.
Na publicação, Trump afirmou que o Irã poderá sofrer uma resposta militar ampliada caso interfira na circulação de petroleiros. “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, escreveu.
Em outro trecho da mensagem, o presidente norte-americano declarou: “Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”. Trump também afirmou que a manutenção do fluxo de petróleo pela rota representa um “presente” para países dependentes da passagem marítima, incluindo a China.
Mais cedo, em entrevista à emissora CBS News, Trump disse que avalia a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle do Estreito de Ormuz. Na mesma conversa, afirmou que a guerra contra o Irã estaria “praticamente concluída”. Após as declarações, o preço internacional do petróleo registrou queda nas negociações.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo. Localizado entre Omã e o Irã, o corredor marítimo responde pelo escoamento de cerca de 20% da produção global de petróleo e também por parte relevante do gás exportado pelo Catar. A região é considerada estratégica para o comércio internacional de energia.



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