Como funciona o 1° remédio contra diabetes tipo 1 aprovado pela Anvisa
Teplizumabe atua no sistema imunológico e pode adiar por até dois anos o surgimento dos sintomas da diabetes tipo 1
Freepik A terapia representa uma mudança importante na forma de lidar com a doença, já que não se baseia na reposição de insulina, estratégia tradicional usada atualmente.
O remédio é indicado para adultos e crianças a partir dos 8 anos que estejam no estágio 2 da doença. Nessa fase, o organismo já apresenta alterações relacionadas ao diabetes tipo 1, como presença de autoanticorpos e mudanças nos níveis de glicose, mas os sintomas ainda não apareceram.
- A diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela deficiência de insulina no organismo.
- O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e em adultos de qualquer idade.
- No Brasil, estima-se que ocorram 25,6 casos por 100 mil habitantes a cada ano, sendo considerada uma incidência elevada.
- O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando complicações da doença.
Como o medicamento age no organismo?
O teplizumabe é um anticorpo monoclonal, um tipo de medicamento produzido em laboratório para atuar de forma específica em determinadas células do sistema imunológico.
Na diabetes tipo 1, o próprio sistema de defesa do organismo ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Com o tempo, a perda dessas células impede o controle adequado da glicose no sangue.
O medicamento atua justamente nesse processo. Ao modular a resposta imunológica, ele ajuda a preservar parte das células beta, retardando a progressão da doença.



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