Aprovação de Milei cai a 36,4%, pior nível desde o início do mandato
Desemprego, denúncias de corrupção e acordo comercial com os Estados Unidos fazem popularidade de Milei derreter
rep. publ. internet/Milei A aprovação do presidente argentino Javier Milei atingiu em março o nível mais baixo desde o início de seu mandato, em meio a um cenário de aumento do desemprego, denúncias de corrupção envolvendo sua gestão e críticas ao acordo comercial firmado com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dados refletem uma deterioração na percepção pública sobre o governo libertário.
Segundo levantamento do LatAm Pulse, realizado pela AtlasIntel para a Bloomberg News, a taxa de aprovação de Milei caiu para 36,4%, representando uma queda de cinco pontos percentuais em relação a fevereiro. A informação foi divulgada pela própria Bloomberg, que destacou ainda o crescimento da rejeição ao presidente no mesmo período.
A pesquisa aponta que a desaprovação subiu seis pontos percentuais, alcançando quase 62%, indicando um avanço significativo do descontentamento popular. O cenário ocorre em paralelo ao agravamento de indicadores econômicos, como o aumento do desemprego, que tem pressionado a avaliação do governo.
Além disso, o levantamento revela que Milei perdeu posição no ranking de imagem pública, sendo ultrapassado por um de seus principais rivais políticos. O presidente havia liderado esse indicador durante a maior parte dos dois primeiros anos de mandato, mas agora enfrenta um desgaste crescente.
O acordo comercial firmado com o governo do presidente dos Estados Unidos também tem sido alvo de críticas dentro da Argentina, contribuindo para a queda de popularidade. A combinação de fatores econômicos e políticos tem impactado diretamente a percepção da população sobre a condução do país.



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