Na Espanha, Lula articula frente global contra Trump e o fascismo: “Minha arma é a razão”
Entre os temas econômicos, destacou-se a demanda por um imposto especial sobre os “ultra-ricos” e a urgência da transição energética
DCM
Lula discursa no encerramento da Mobilização Progressista Global/DCM
Lula discursa no encerramento da Mobilização Progressista Global/DCM Vinte líderes internacionais, encabeçados por Lula e Pedro Sánchez, reuniram-se em Barcelona neste fim de semana. O objetivo foi lançar as bases de uma nova aliança global para combater a onda de extrema-direita, em um momento em que a resistência a Donald Trump tem encontrado ressonância, especialmente na América Latina.
Durante dois dias, que incluíram uma cúpula bilateral Espanha-Brasil, líderes de esquerda e centro-esquerda reativaram um polo que aspira a ser uma oposição ao que Sánchez tem denominado “internacional do ódio”.
O DCM cobriu o evento com nossa correspondente na Europa, a leoa Sara Vivacqua.
Lula foi o destaque do encerramento da Mobilização Progressista Global. Defendeu um mundo baseado em regras num plenário lotado. “O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança, criou crise após crise”, disse ele, que instou o progressismo a ser coerente e a cumprir, nos governos, o que promete antes das eleições. “Ninguém ganha de mim na mentira. A minha arma é o argumento, a minha arma é a razão”.
“O tempo da internacional ultradireitista e da direita lacaia chegou ao fim”, declarou Sánchez. O líder espanhol, alvo de ataques frequentes de Trump nas redes, defendeu uma aliança “pacifista, ecologista, sindicalista e feminista.
Entre os temas econômicos, destacou-se a demanda por um imposto especial sobre os “ultra-ricos” e a urgência da transição energética. A necessidade de impor regras aos gigantes tecnológicos também foi amplamente discutida, especialmente em relação à propaganda extremista nas redes sociais. A preocupação no Brasil com a ofensiva de Trump contra o Pix foi citada.
Lula também alertou sobre as táticas da extrema direita. “A extrema direita soube aproveitar o mal-estar da população criando mentiras. Contra as mulheres, contra os negros, contra as pessoas LGTBIQ+”, afirmou o presidente. Ainda elogiou Sánchez pela “coragem de não permitir que os aviões de guerra dos EUA saíssem daqui para bombardear o Irã”.
Multilateralismo, rejeição ao genocídio em Gaza e à guerra no Irã, legalidade internacional e reforma dos mecanismos de governança mundial, como a ONU, foram alguns dos eixos de consenso entre os participantes das cúpulas.
Lula, assim como Claudia Sheinbaum (que alertou contra uma incursão militar americana em Cuba) e o sul-africano Ramaphosa (que pediu a reforma da ONU) chamaram atenção para os riscos de intervenção direta dos EUA.
O evento contou com a presença de presidentes e primeiros-ministros de países como México, Colômbia, Uruguai, África do Sul, Irlanda, Lituânia, Albânia, Cabo Verde e Barbados, além de vice-presidentes da Alemanha, Reino Unido, Áustria, Gana e Botsuana. Figuras da oposição a Trump nos EUA, como o governador de Minnesota, Tim Waltz, também estiveram presentes, e Bernie Sanders e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, enviaram vídeos, além de Hillary Clinton.
Durante dois dias, que incluíram uma cúpula bilateral Espanha-Brasil, líderes de esquerda e centro-esquerda reativaram um polo que aspira a ser uma oposição ao que Sánchez tem denominado “internacional do ódio”.
O DCM cobriu o evento com nossa correspondente na Europa, a leoa Sara Vivacqua.
Lula foi o destaque do encerramento da Mobilização Progressista Global. Defendeu um mundo baseado em regras num plenário lotado. “O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança, criou crise após crise”, disse ele, que instou o progressismo a ser coerente e a cumprir, nos governos, o que promete antes das eleições. “Ninguém ganha de mim na mentira. A minha arma é o argumento, a minha arma é a razão”.
“O tempo da internacional ultradireitista e da direita lacaia chegou ao fim”, declarou Sánchez. O líder espanhol, alvo de ataques frequentes de Trump nas redes, defendeu uma aliança “pacifista, ecologista, sindicalista e feminista.
Entre os temas econômicos, destacou-se a demanda por um imposto especial sobre os “ultra-ricos” e a urgência da transição energética. A necessidade de impor regras aos gigantes tecnológicos também foi amplamente discutida, especialmente em relação à propaganda extremista nas redes sociais. A preocupação no Brasil com a ofensiva de Trump contra o Pix foi citada.
Lula também alertou sobre as táticas da extrema direita. “A extrema direita soube aproveitar o mal-estar da população criando mentiras. Contra as mulheres, contra os negros, contra as pessoas LGTBIQ+”, afirmou o presidente. Ainda elogiou Sánchez pela “coragem de não permitir que os aviões de guerra dos EUA saíssem daqui para bombardear o Irã”.
Multilateralismo, rejeição ao genocídio em Gaza e à guerra no Irã, legalidade internacional e reforma dos mecanismos de governança mundial, como a ONU, foram alguns dos eixos de consenso entre os participantes das cúpulas.
Lula, assim como Claudia Sheinbaum (que alertou contra uma incursão militar americana em Cuba) e o sul-africano Ramaphosa (que pediu a reforma da ONU) chamaram atenção para os riscos de intervenção direta dos EUA.
O evento contou com a presença de presidentes e primeiros-ministros de países como México, Colômbia, Uruguai, África do Sul, Irlanda, Lituânia, Albânia, Cabo Verde e Barbados, além de vice-presidentes da Alemanha, Reino Unido, Áustria, Gana e Botsuana. Figuras da oposição a Trump nos EUA, como o governador de Minnesota, Tim Waltz, também estiveram presentes, e Bernie Sanders e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, enviaram vídeos, além de Hillary Clinton.



COMENTÁRIOS